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RETROSPECTIVA 2023 – Violência: crimes contra a vida

por: Redação

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Barueri registrou uma série de crimes, incluindo feminícídio, violência doméstica, agressões e execuções. Um dos casos mais emblemáticos foi em frente à câmara

Até o mês de novembro Barueri registrou, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, 31 casos de crimes contra a vida. Os números incluem homicídio culposo por acidente de trânsito, violência doméstica e feminicídio, homicídio doloso, morte por motivo fútil e execução.

Ao longo do ano, alguns desses crimes ganharam repercussão, bem como casos que não terminaram em morte, mas a natureza cruel comoveu as pessoas. Em janeiro, um homem foi preso em flagrante ao sair do motel após estuprar a enteada, de 17 anos. A vítima, obrigada a usar o documento da mãe para entrar no local, afirmou a polícia que sofria abuso há três anos. Na casa dele foi encontrada um arma e fogo.

Em fevereiro um homem foi preso pela GCM ao procurar o pronto-socorro do Jardim Mutinga e dizer que queria se matar depois de ter cometido feminicídio. O agressor pediu a presença da polícia e contou aos agentes que tinha matado a esposa na noite anterior. O corpo da vítima foi encontrado na casa do casal.

No mês de março uma família teve o apartamento invadido pelo ex de uma jovem, que esfaqueou ela e os pais.

O crime aconteceu num condomínio no Jardim Belval. A ação foi durante a madrugada e acompanhada por meio das trocas de mensagens entre os vizinhos, que avisaram ter visto um estranho rondando o local.

Em abril, um adolescente matou um homem com golpe de jiu-jitsu após discussão no Parque Municipal. Segundo testemunhas, o adolescente estava com um grupo de quatro amigos quando teve início uma discussão com o auxiliar de limpeza Valdir Ferreira, de 47 anos, morador do Jardim São Luiz, que estava alcoolizado.

Valdir Ferreira, que era alcoólatra, foi morto por um menor que o imobilizou e chutou sua cabeça diversas vezes, mesmo estando caído no chão/Fotos: Redes sociais

No mesmo mês, um crime de crueldade animal mobilizou protetoras independentes e a Guarda Ambiental de Barueri, levando à prisão de um homem que torturou, enforcou e esfaqueou um cão no Jardim São Luiz. O agressor teria ficado enfurecido depois de o padrasto lhe ter negado dinheiro, e ele atacou o cachorro da família com martelo e faca, arrastou-o pela rua e o abandonou pendurado. Ainda em abril uma dupla em moto executou um comerciante no Engenho Novo. A vítima estava dentro do próprio estabelecimento quando foi surpreendido pelo garupa, que desceu da moto e disparou várias vezes contra ele.

Em maio, um motociclista foi flagrado fugindo na contramão após atropelar e matar uma idosa que atravessava a rua no Parque dos Camargos. Um vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento em que ela foi violentamente atingida, caí e na sequência o rapaz para, olha para ela e resolve manobrar a moto, fungindo na contramão.

Depois do atropelamento, ele foge, na contramão, sem prestar qualquer socorro à vitima

A perícia revelou a causa da morte de Otávio Cavallari, encontrado sem vida dez meses antes, atrás de escola no Jardim Belval. Segundo nota enviada ao BnR, “os exames apontaram que a morte do homem ocorreu devido a uma queda, sem indícios de agressões ou envolvimento de outras pessoas”.

Em junho uma adolescente morreu depois de briga em escola e pais denunciaram violência frequente entre alunos. De acordo com alunos e familiares, a violência entre estudantes era fator comum dentro da Emef e nos arredores onde ela estudava. Vários vídeos mostravam confrontos entre alunos dentro e fora do ambiente escolar. Julho foi um dos meses mais violentos em Barueri. Uma mulher foi esfaqueada por tentar terminar uma relação abusiva com o companheiro, um ex-policial militar, expulso da corporação. Ela, ferida nas costas e no abdome, foi socorrida. O agressor confessou o crime e se entregou à polícia. Uma fechada no trânsito causou troca de tiros entre motoristas no centro de Barueri e um dos motoristas atirou sete vezes contra o outro condutor. A vítima ficou internada, com uma bala alojada no corpo. O atirador fugiu e a rota feita por ele foi gravada pelas câmeras de segurança da cidade.

Motorista agressor frequenta clubes de tiro e costuma apresentar-se como falso policial

Um dos crimes mais emblemáticos foi a execução de um homem em frente à câmara municipal de Barueri.

O crime aconteceu a poucos metros de onde centenas de pessoas acompanhavam o Samba na Praça, que foi interrompido imediatamente. Um adolescente, que soltava pipa próximo ao local, foi ferido por um dos sete disparos feitos contra a vítima. Posteriormente a polícia informou que a motivação teria sido uma vingança contra outro crime, cometido 20 anos atrás.

Setembro foi marcado por um crime de estupro e uma morte motivada por agressão contra mulher. No primeiro caso, uma jovem foi encontrada desacordada no embaixo do viaduto do Parque Imperial após ser agredida e estuprada. O outro caso foi motivado por ameaças e agressões contra uma mulher e resultou na morte de um homem, espancado até a morte no Jardim Esperança. O agressor, preso com a companheira horas depois do crime, contou que ele e a namorada vinham sendo ameaçados de morte pela vítima, o ex-dela. O homem morto tinha histórico de violência contra a ex-companheiro, tendo sido preso por causa de ferimentos causados nela. Depois de solto, ele tentou reatar e diante das negativas, começaram as ameaças. O crime foi filmado por câmeras de monitoramento.

Em dezembro um homem morreu carbonizado ao atear fogo na casa onde acabara de cometer uma tentativa de feminicídio contra a esposa. O caso aconteceu no Jardim Belval após uma discussão entre o casal. Depois de agredir a companheira com uma foice, ele jogou gasolina na residência mas acidentalmente acabou derrubando um galão com o combustível em si mesmo. A mulher foi internada em estado grave mas o quadro de saúde apresentou melhoras. No Engenho Novo, Ricardo Santos foi morto dentro de casa, e dias depois os suspeitos foram presos na Praia Grande.

*Os crimes cometidos em dezembro não entraram ainda das estastísticas oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

 

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