sexta-feira, abril 19, 2024
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Não falta criatividade para os vereadores darem as mesmas soluções de sempre

por: Redação

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Com a onda de ameaças de ataques a escolas, nobres edis baruerienses propõem velhas ideias geniais para jogar para a torcida e tentar ganhar uns votinhos

por Gerson Pedro

Ainda sobre os ataques nas escolas

Como não poderia deixar de ser, e não diferente das manifestações em diversas cidades brasileiras, os covardes ataques dos quais crianças inocentes foram vítimas continuaram a ser motivos das mais variadas manifestações dos representantes do povo nas assembleias legislativas, câmaras municipais, prefeituras, etecetera, com os “doutos” apresentando proposituras visando solucionar os problemas, sendo algumas até interessantes e outras tantas das mais esdruxulas e descabidas, sempre visando atender ao clamor das turbas e visando cabalar uns votinhos dos mais incautos.

Em Barueri não foi diferente

É claro que em Barueri a coisa não foi diferente, com os edílicos martelando as suas teorias que perpassam pela instalação de detectores de metais, catracas eletrônicas, sistemas de biometria, instalações de câmaras com vigilância ao vivo, portas giratórias, muros elevados, guardas armados no interior das escolas e até mesmo aulas de defesa pessoal, cavalaria, tropas do exército e os cambaus de Madureira. Cá entre nós, criatividade é o que não falta para esses mui dignos representantes das massas. Hummmmmmmmmmmmm!

Comportamento de manada

Por outro lado, diante dos acontecimentos, o povaréu está em polvorosa e contribuindo é, claro, para que o clima de pânico e o caos se instituam cada vez mais naquilo que se constitui um “comportamento de manada. ”É claro que com essas mal traçadas linhas eu estou fornecendo munição para os censores de plantão, mas comportamento de manada é o nome dado pela psicologia a um comportamento humano impulsionado pela atuação coletiva. Assim, é preciso saber como a interferência do grupo afeta seu pensamento e pode levar a decisões mais emocionais e menos focadas na razão. (risos discretos)

O governador se disse preocupado

É sabido que a pandemia e redes sociais agravaram violência escolar no país. O Brasil lidera ranking de violência em escolas da OCDE e situação piorou nos últimos anos. Para especialistas, a solução exige atenção à saúde mental dos estudantes e responsabilização de plataformas por seus conteúdos. “Alguns prefeitos têm me procurado e têm me pedido para suspender as aulas e a resposta é que nós não vamos, os jovens não merecem isso. A gente tem que superar essa situação, a gente não pode sucumbir à ameaça, sucumbir à violência. A gente tem que trazer o sonho de volta e a esperança”, afirmou o governador.

Segundo a sapiência de um vereador o culpado é o celular

Para o vereador Thiago Rodrigues, que apresentou uma moção de pesar àquela professora que foi assassinada recentemente dentro de uma escola, a culpa é dos celulares, das redes sociais e do aplicativo TiK Tok, que inclusive, segundo as suas palavras, ensina a crianças como se suicidar. Enfim, Thiago enfatizou que as mazelas que hoje ocorrem envolvendo crianças se iniciam dentro das suas próprias casas, e de quebra defendeu a prisão perpétua para o assassino das crianças.

Eu fiz o “L” com muito orgulho

Durante a sua fala em explicações pessoais, o vereador Keo Oliveira, deu umas belas alfinetadas no ex-presidente Michel Temer pelo fato de o mesmo ser o responsável pelos altos custos dos combustíveis, especialmente do óleo diesel. Aí, o seu colega Rafa Carvalho, defensor do Bolsonaro, o ironizou, inclusive insinuando para que ele fizesse o “L”. Keu não perdeu a fleuma e disse que o pior era ficar fazendo “arminhas” com os dedos. Em verdade, parece que o vereador Rafa está inconformado com a derrota do Bolsonaro e joga as suas fichas no quanto pior melhor. (Risos discretos)

Gentil troca de farpas

Aí, o vereador Keu, que aparentemente não gosta de levar desaforos ou indiretas para casa, interveio novamente de forma bastante polida e educada durante a fala do seu colega Levi, e disse diretamente ao seu nobre colega vereador Rafa, que esses atos de violências e assassinatos de pessoas inocentesdeviam-se provavelmente ao incentivo da cultura das armas. Bão, quero crer que todos saibam quem fez uma firme apologia ao uso e liberações indiscriminadas de armas né!

Afinal o que é arma letal?

Impressionante, amados e fiéis leitores, mas para o vereador Rafa, adepto intransigente do derrotado candidato à presidência, Jair Messias Bolsonaro, disse com todas as letras que a grande maioria dos ataques perpetrado por assassinos, mirins ou não, não foram feitos à bala e sim com armas brancas, dando a entender que machadinhas, punhais, peixeiras, adagas, catanas não seriam armas. Lembrou ainda o nobre edil no seu estrambótico pronunciamento, que durante o governo do seu ídolo Bolsonaro os índices de assassinatos haviam baixado 3ainda deu um exemplo dos EUA, onde um cristão armado com arma de fogo em um culto repeliu a um ataque impedindo assim mais mortes.

O caos está se instituindo

A que ponto chegamos! Em breve, ao que tudo indica, só permitirão o ingresso dos alunos nas escolas depois de eles passarem por um detector de metais, etc. Eles também terão, em caso de dúvida, de se sujeitar à inspeção de suas mochilas. O objetivo é impedir a entrada de armas nos estabelecimentos. Prevê-se que a medida vá causar transtornos, atrasando o ingresso dos alunos. Além de adquirir os equipamentos, as prefeituras vão ter de dar manutenção e designar guardas municipais para assegurar a operação. A iniciativa terá, sem dúvida, um efeito simbólico sobre professores, alunos, funcionários e pais. Mostra que as autoridades estão dispostas a enfrentar o problema da violência nas escolas, e que não olharão o seu custo. No entanto, o sistema precisa ter efetividade. Se não funcionar, a paranoia da insegurança se agravará. A violência na escola vem aumentando.

Mas afinal, o que deveria ser a escola?

A escola deveria ser um local de paz. No entanto, a divisão da sociedade a está contaminando. A desigualdade social do mundo exterior se transporta também para dentro da escola, manifestando-se sob diferentes formas. Ao longo do tempo, foi construído no país um mundo marcado pela exclusão – de gente excluída da sociedade afluente, nas favelas e periferias, e de gente excluída da realidade social, dentro de seus condomínios e carros de luxo. O país vem fazendo um esforço para mudar isso. Mas isso não acontece do dia para a noite. As contradições deverão persistir. E recursos que deveriam ir para a educação, serão dirigidos para soluções paliativas.

Povo “ Sugismundo”

Quem tem um pouco mais de idade com certeza irá se lembrar do personagem Sugismundo, surgido lá pelos anos 70, capitaneado pelo governo ditatorial e que acabou virando um sujeito porcalhão que não gostava de higiene e limpeza. Pois é, na última sessão legislativa, o vereador Levi Jânio deu um baita puxão de orelhas nos “porcôncios” Sugismundos de Barueri, que adoram jogar lixo e entulho nas ruas, nos rios e nos córregos, pouco se importando com as demais pessoas e com os resultados prejudiciais dessas atitudes. A prefeitura oferece a retirada, bags, lixeiras, mas o povaréu indisciplinado não toma jeito, que coisa feia! Óbvio, isso é para quem servir a carapuça. (Risos discretos)

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