quarta-feira, julho 17, 2024
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Moradores da Aldeia se unem contra destruição de praça histórica

por: Redação

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Circula no bairro informação de que a praça em frente à capela de Nossa Senhora da Escada, onde Barueri nasceu, será destruída para alargamento de rua

Moradores da Aldeia de Barueri se mobilizam para impedir a destruição da praça da Paróquia Nossa Senhora da Escada, na rua Saburo Sumiya. Eles organizam um abaixo-assinado desde que souberam que a prefeitura pretende derrubar a praça e seu arvoredo para ampliar a via. Também estudam procurar o Ministério Público caso não sejam atendidos. Segundo eles, a praça faz parte do patrimônio afetivo do bairro por representar o ponto de nascimento de Barueri, no século 16.

A capela da Aldeia é tombada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Barueri (Comphic). Do tombamento, datado de 17 de janeiro de 2000, consta que é “incontestável a vinculação da capela em relação a fatos memoráveis da história pátria bem como seus valores arqueológico, religioso, folclórico e etnográfico, sendo necessária sua proteção por meio de tombamento”.

Obras já começaram na praça

Já no entendimento do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do estado (Condephaat), o entorno da capela, que inclui a praça, fazem parte do sítio protegido pela lei. Em sua definição, “do antigo aldeamento restou apenas o sítio definido por praça retangular plana, sobre uma colina à margem direita do Tietê”. O conceito é referendado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), órgão federal que regula o assunto.

Além disso, publicações da própria prefeitura ao longo dos anos confirmam que a praça é tombada como patrimônio histórico do município.

De acordo com os moradores, além da proteção do patrimônio representado pela praça, a transformação da rua em via de trânsito intenso poria em risco a própria integridade da capela.

O Barueri na Rede procurou a prefeitura, por meio da Secom, pedindo explicações sobre a razão da destruição da praça e perguntando se foi levado em consideração o fato de que o local faz parte do patrimônio afetivo do bairro, mas até o momento do fechamento desta reportagem, não recebeu respostas.

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