sábado, maio 18, 2024
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Homenagens foram a marca do desfile

por: Redação

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Escolas de Barueri emocionaram com suas homenagens. De antigos personagens, como mestre Régis (na foto), a gente da comunidade

O desfile das escolas de samba deste ano mostrou a garra do sambista barueriense, indicou que em pouco tempo as agremiações poderão fazer grandes desfiles e causou momentos de emoção e entusiasmo.

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Bateria do Paulista homenageando a comunidade/Fotos: BnR

Houve muita variação no tamanho, organização e luxo entre as escolas, mostrando que algumas já estão relativamente estruturadas e outras ainda dão os primeiros passos.

Em geral, o ponto alto de cada uma foi a bateria, pois a maioria levantou o público. Duas agremiações emocionaram os mais veteranos reverenciando antigas figuras do samba da cidade.

A União das Vilas abriu o desfile homenageando seu primeiro presidente e fundador, Cresio Portela, que levou a escola ao título do carnaval de 1992.

Já o enredo da Verde e Rosa era uma lembrança do Mestre Régis, fundador, presidente, diretor de bateria e condutor da escola em seus campeonatos.

Outro momento de emoção foi no esquenta da Unidos da Vila São Jorge, quando os intérpretes puxaram o refrão do enredo em homenagem ao Samba do Argeu, vencedor do carnaval de 1983, e considerado um dos mais belos sambas do carnaval de Barueri.

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Destaque da Mocidade Marihá

Verde e Rosa, Cadência Paulista e Oba Oba levaram mais componentes à avenida e apresentaram uma estrutura mais próxima de um desfile completo.

A Cadência tinha alegorias e, por causa do seu enredo, que falava das crianças, perfumou a avenida e distribuiu balas ao público.

Já a Oba Oba foi a mais luxuosa, com fantasias requintadas em várias alas, fruto de uma parceira feita com a escola paulistana Unidos do Peruche.

As escolas não se esqueceram de sua gente. A Mocidade Marihá, por exemplo, homenageou pessoas do bairro que fazem o bem sem esperar nada em troca.

Já Ganga e Unidos do Paulista fizeram reverência à própria comunidade. Um ponto alto do samba da Ganga dizia “transformando a cultura e a arte, meu exemplo é a favela”.

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União das Vilas: memória africana
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Orixás abrem os caminhos da Unidos do Belval

A presença da religiosidade africana foi marcante na União das Vilas, Unidos do Belval e São Jorge, que fez um samba para exaltar seu padroeiro.

Como a festa era livre, muita gente se incorporou às escolas mesmo sem fantasias ou abadás e a organização teve trabalho para manter o público fora da pista de desfile.

E as escolas priorizaram o que pôde ser feito. Várias, por exemplo, não tiveram comissão de frente ou ala de baianas, e faltou até um mestre-sala, mas havia várias alas coreografadas. Pontos para serem aprimorados para o ano que vem.

 

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