sexta-feira, agosto 12, 2022
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Em dois meses, trens têm sete vezes mais problemas com Via Mobilidade

por: Redação

Nessa segunda-feira, 28/3, usuários da linha Diamante foram prejudicados por falhas no serviço. Situação virou rotina

Mais um começo de semana tumultuado para quem precisou usar os trens das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas atualmente pela ViaMobilidade. Dessa vez, a superlotação de estações e vagões foi causada por falha elétrica que afetou a operação das duas linhas.

Cena retrata a manhã dessa segunda-feira, 28/3, para usuários das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda. Em nada é diferente de muitos outros dias desde que a operação foi assumida pela ViaMobilidade, há dois meses

A nova rotina dos passageiros das linhas administradas pela ViaMobilidade é feita de lentidão entre as composições, estações lotadas, itinerários interrompidos, atrasos, vagões abarrotados e passageiros chegando atrasados aos compromissos. Desde que a concessionária assumiu as os serviços, o número de problemas subiu de 4 para 34, na comparação entre os três primeiros meses deste ano e de 2021.

Em fevereiro, em pelo menos dois dias os problemas foram tantos que a circulação de trens chegou a ser interrompida. No dia 14, logo pela manhã, passageiros viveram horas de transtorno quando uma falha na estação de Osasco afetou todo o trecho atendido pela linha 8-Diamante. Em outra ocasião, na volta do feriado de Carnaval, passageiros foram prejudicados por problemas na mesma linha, quando o sistema aéreo teria sido afetado pelas chuvas que caíram na noite anterior.

Acidente na Estação Júlio Prestes, no início de março, onde duas pessoas ficaram feridas

Já em março, as ocorrências mais grave envolveu a morte de um funcionário e um acidente quando uma composição não parou e bateu plataforma da estação Júlio Prestes, deixando duas pessoas feridas. O número de problemas enfrentados pelos passageiros, que pagam quase cinco reais para usar os trens, na maioria, como meio de transporte para ir ao trabalho, só não é maior que as queixas.

Nas redes sociais é possível encontrar centenas de críticas, relatos, fotos e vídeos do que virou a vida dos usuários depois que a ViaMobilidade assumiu a administração das linhas Diamante e Esmeralda. O serviço, quando sob responsabilidade do Estado, apresentava problemas, mas nada comparado ao que se vê nesses dois meses desde que as duas linhas foram privatizadas.

O que diz a ViaMobilidade

A concessionária é a primeira empresa privada a gerenciar linhas de trens metropolitanos em São Paulo. Desde o início da concessão para a iniciativa privada, dia 27/1, houve 34 falhas nas linhas 8 e 9, de acordo com um levantamento feito pela TV Globo. Para efeito de comparação, foram registradas 15 ocorrências em todo ano de 2021, um aumento de quase dez vezes nos problemas que afetam diretamente os mais de 1 milhão de usuários que precisam dos trens diariamente.

Diante de tantas queixas, a ViaMobilidade, que assumiu o controle das operações em janeiro, mas havia assinado contrato em junho de 2021, garante que precisa de mais tempo para conseguir operar as linhas sem os problemas que se tornaram rotina para os passageiros. O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo afirma que houve precipitação do Estado na entrega das linhas para a ViaMobilidade, que ganhou a permissão por 30 anos.

Em 60 dias, os problemas, entre lentidões, superlotação, interrupção de circulações, falhas elétricas, troca de composições por modelos mais antigos – sem ar condicionado e estado precário – e acidentes, tiveram um aumento alarmante, principalmente na linha 8-Diamante, a mais usada para quem precisa sair de Barueri.

Processos administrativos foram instaurados e a ViaMobilidade tem até o dia 31/3 para apresentar soluções, com previsão de multa de R$ 4,3 milhões caso os problemas persistam. Já os milhões de passageiros continuam tendo dificuldade para cumprir os horários dos compromissos. “Essa Via Mobilidade estragou a linha 8-Diamante que funcionava muito bem, uma falta de respeito com os trabalhadores, estou há 20 minutos tentando entrar no trem, uma vergonha”, declarou uma passageira em 2/3, mas poderia ter dito o mesmo nessa segunda, 28/3.

 

 

 

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