sexta-feira, abril 19, 2024
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Tentativa de desocupação no Itaquiti acaba na delegacia

por: Redação

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Empresa diz ter documentos que comprovam propriedade do terreno e derruba parcialmente casa em construção

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Duas paredes parcialmente erguidas foram danificadas. Fotos: Patrícia Silva

Uma tentativa de desocupação no Jardim Itaquiti terminou da delegacia na tarde desta quarta-feira, 19/7. Funcionários do Centro Empresarial Itaquiti (CEI) entraram com uma retroescavadeira em um terreno, que alegam ser de propriedade da empresa, e derrubaram duas paredes de uma casa em obras no local. Os responsáveis pela construção resistiram e o caso acabou na polícia.

O terreno está localizado nas esquinas das ruas Itaquiti e Presidente Nilo Peçanha, nas proximidades do local em que a CEI loteou e instalou sua sede e um centro empresarial. De acordo com vizinhos da propriedade, o terreno está abandonado e é criadouro de ratos e insetos.

Por volta das 13h30 uma equipe formada por três funcionários da empresa chegou ao local e entrou no terreno. De acordo com relatos de testemunhas, os homens agiram com truculência, derrubaram parte da obra ao manobrar a máquina e só não soterraram tudo porque uma mulher, mãe do responsável pela obra, se interpôs e impediu que continuassem.

Acionada, a Polícia Militar se dirigiu ao local, controlou a situação e orientou que as partes comparecessem à delegacia para fazer o registro da ocorrência.

Na DP Central, na Vila Boa Vista, o Barueri na Rede ouviu justificativas tanto dos responsáveis pela construção como de representantes da empresa.

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Manobra da retroescavadeira atingiu a casa

De acordo com Paulo Roberto, que estava construindo para sua moradia, o terreno faz parte de área livre delimitada pela prefeitura. No entanto, para esclarecer a situação e não deixar dúvidas, consultou o CEI há três meses sobre a propriedade daquela faixa de terreno, já que a empresa foi proprietária de quase toda área nas proximidades. Ainda segundo Paulo, a funcionária que o atendeu pediu para que aguardasse uma medição topográfica do terreno.

Após espera de um mês ele fez outro contato, no qual foi solicitado novamente que esperasse, mas foi orientado sobre a divisa aproximada de onde começaria a área livre. Com essa informação, estabeleceu um recuo como margem de segurança e começou a construção.

Já funcionários da CEI presentes na delegacia contaram outra versão. A secretária que teria conversado com Paulo, nega que tenha dado as coordenadas da divisa e afirma que voltou a solicitar a espera pelo levantamento topográfico, já que o profissional responsável pela atividade estaria afastado.

Também compareceu na DP o engenheiro responsável pela operação de desocupação, que afirmou que a empresa foi proprietária legal de toda área ao redor e que as únicas porções declaradas públicas são aquelas destinadas para a instalações de vias. Disse ainda que a empresa monitora seus terrenos periodicamente e que a obra não tem dois meses de atividade, contrariando as alegações de Paulo Roberto.

Questionado sobre a legalidade da desocupação sem uma ordem judicial, o engenheiro disse que, como proprietária legal, a empresa teria direito de agir unilateralmente.

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