quinta-feira, agosto 11, 2022
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Fieb: pais que não tiveram desconto nos kits prometem ir à Justiça

por: Redação

Famílias veem discriminação em não haver abatimento para todos, questionam grande diferença de valores e querem saber o real preço do material

Pais de alunos da Fundação Instituto de Educação de Barueri (Fieb) que não tiveram acesso a descontos nos preços dos kit escolares exigidos pela instituição reivindicam os mesmos direitos e cogitam até recorrer à Justiça para garantir isso.

O caso acrescenta um novo capítulo à crise aberta na Fieb por causa dos valores dos kits, muito superiores aos que as famílias estavam acostumadas a gastar com material escolar até o ano passado.

Depois de um mês e meio de briga por parte de um grupo de mais de 400 famílias contra os altos preços, na semana passada a Livraria Educacional abriu a possibilidade de oferecer descontos de até 80% a quem não havia comprado o material alegando falta de condições.

A decisão provocou revolta entre os pais que haviam pago o valor integral, que passaram então a reivindicar preço igual. Essa ação tomou forma nos últimos dias e agora, amparados por uma advogada, eles prometem lutar pelos mesmos direitos. O Barueri na Rede conversou com pais e mães do movimento. “Se é possível oferecer o abatimento para uma parte, que seja garantido a todos, do contrário é discriminação”, afirma uma mãe.

Um grupo foi criado para discutir que medidas tomar e já conta com cerca de cem membros. No momento, duas possibilidades estão sendo analisadas. Uma, é abrir uma ação contra a livraria pedindo, além da equiparação dos preços, explicações sobre os valores cobrados. “Afinal, qual é o custo real do kit”, pergunta um pai. “Isso ninguém responde.”

Como exemplo, são citados os casos de dois alunos que estudam na mesma série. Para um deles, o valor pago anteriormente pelo material foi de R$ 2.450, enquanto o outro, valendo-se do desconto, pagou à vista R$ 460, uma redução de 82%. “A discrepância é muito grande, não faz sentido”, diz outra mãe. “Como tudo vem sendo feito sem nenhuma transparência, não dá para entender.”

O grupo alega também que a definição do desconto não teve qualquer critério técnico. Segundo apuraram, o questionário socioeconômico feito a quem reivindicava o abatimento não exigia nenhuma comprovação dos dados apresentados. “Foi uma encenação”, diz um pai. Os familiares apontam outras irregularidades, como a negativa de emissão de nota fiscal pela empresa. “São muitas coisas estranhas”, afirma o mesmo pai.

Além da ação judicial que estudam mover, as famílias pretendem levar o caso ao Procon e ao serviço Reclame Aqui.

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