sexta-feira, fevereiro 23, 2024
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Escolas empolgam, mesmo sob sol e sem conforto

por: Redação

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As escolas de Barueri conseguiram segurar o público, estimado entre 15 mil e 20 pessoas, por quase dez horas no domingo de carnaval

Debaixo de sol, sem água e sem conforto, um público estimado entre 15 mil e 20 mil pessoas assistiu empolgado neste domingo, 7/2, o desfile das nove escolas de samba de Barueri. Chamado de manifestação cultural, o evento representou a tentativa de retomada do carnaval da cidade pelas agremiações.

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Público não arredou pé até a passagem da última escola/Fotos: BnR

O movimento de recuperação do carnaval de rua começou no ano passado, quando as escolas voltaram a desfilar em Barueri depois de 15 anos de paralisação. O objetivo dos sambistas é voltar a fazer um carnaval tão grandioso e luxuoso como no passado.

Este ano, sem dispor de verbas da prefeitura e ainda sem patrocínios privados, as agremiações fizeram apresentações simples mas que empolgaram o público, que permaneceu na avenida Guilherme Guglielmo, em frente ao ginásio José Correa, no centro, durante mais de nove horas.

Houve poucas alegorias e fantasias luxuosas, mas o ritmo das baterias contagiou a plateia. “É um recomeço, mais uma exaltação ao samba, mas em muito pouco tempo voltaremos aos bons tempos do carnaval de Barueri”, disse Júlio Ferreira, vice-presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de Barueri (Liesba).

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Ainda houve poucas alegorias, como a da Cadência Paulista

Compromisso

O evento de domingo esteve ameaçado e só foi finalmente confirmado na quarta-feira, quando a Liga assinou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público, a Polícia Militar e a prefeitura. Nesse termo, as agremiações se comprometeram a ajudar a garantir a segurança do evento, além de outras regras. As punições para o não cumprimento variavam de multas à banimento de próximos desfiles.

O resultado foi uma festa popular e familiar, tranquila e sem nenhum problema. “Não tivemos incidentes, nada que possa manchar a festa”, afirmou o chefe da operação da Guarda Civil Municipal (GCM) no local do desfile, supervisor Correia. O esquema de segurança contou com 80 guardas e 30 viaturas.

A estimativa da GCM era de que até 15 mil pessoas estiveram no local. Segundo a Liga, a Polícia Militar estimou o público em 20 mil pessoas.

Sem infraestrutura

Sem apoio, as escolas tiveram que arcar sozinhas com a infraestrutura. O sistema de som foi bancado pela Liga, que providenciou também os banheiros químicos. O dinheiro deu para quatro cabines masculinas e quatro femininas, o que provocou grandes filas a maior parte do tempo.

Também não havia arquibancadas nem proteção contra o forte sol que fez no domingo, o que representou um esforço, principalmente para os muitos idosos e crianças que foram à festa.

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Oba Oba apresentou momentos de muito luxo, como é tradição

Durante a semana, procurada pelo Barueri na Rede para falar sobre o apoio ao carnaval, a prefeitura, por meio de nota transmitida pela Secretaria de Comunicação, afirmou que “de acordo com a Secretaria de Cultura e Turismo, a Liga foi informada desde sempre que a Prefeitura não apoiaria o carnaval. Se realizado, teria de ser por iniciativa da entidade. A Prefeitura apenas libera o local, desde que sejam cumpridas as medidas de segurança exigidas em qualquer evento”.

Curiosamente, no caminhão de som do desfile havia um cartaz anunciando um show sertanejo para o dia 5 de março, no estacionamento do ginásio, com ingressos a partir de R$ 40. Segundo a propaganda, o evento tem apoio da prefeitura.

Leia mais sobre o Carnaval de Barueri:

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