terça-feira, maio 21, 2024
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Doenças cardíacas matam 30% dos brasileiros e estilo de vida é um dos maiores vilões

por: Redação

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De acordo com o Ministério de Saúde, enfermidades atingem cerca de 14 milhões de brasileiros e provocam pelo menos 400 mil mortes todos os anos 

O cardiologista Irapuan Magalhães Penteado, do Hospital IGESP chama a atenção para causas, riscos, tratamento e prevenção. A insuficiência cardíaca – que provocou o transplante do apresentador Fausto Silva – faz das doença que vitimam 30% dos brasileiros.

Ela pode ser causada por diversos fatores, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e estilo de vida sedentário.

“A insuficiência pode estar relacionada a enfermidades que fragilizam as válvulas cardíacas, sejam elas degenerativas ou inflamatórias, como as doenças reumáticas, congênitas, genéticas, autoimunes, inflamatórias, ou por toxicidade, como o tratamento de câncer, anorexígenos e simpatomiméticos”, esclarece Irapuan Magalhães.

O especialista explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica que ocorre quando o coração não é capaz de bombear sangue suficiente para suprir as necessidades do corpo, podendo ser sistólica (quando há déficit de contração) ou diastólica (quando há alteração de relaxamento das câmaras cardíacas).

Além disso, pode acometer os ventrículos, o que compromete o funcionamento do organismo, a qualidade de vida e a sobrevida.

“Para confirmar o diagnóstico, é necessário realizar o ecocardiograma, exame que oferece uma visão detalhada do funcionamento do coração, e avaliar o nível das substâncias produzidas pelo coração, como o peptídeo natriurético tipo B (BNP).

Também é fundamental apurar o histórico clínico do paciente, que pode relatar sintomas de intolerância ao esforço, com falta de ar, inchaço nos membros inferiores e no abdome”.

Tratamento e prevenção

Atualmente, existem opções de tratamento para a insuficiência cardíaca que vão de terapia medicamentosa ao transplante, a depender da gravidade de cada caso.

“No geral, o tratamento consiste em amenizar os sintomas, melhorar a função do coração e impedir a progressão da doença.

Um exemplo disso é o controle da pressão arterial, que, por si só, já pode levar à insuficiência”, pontua Penteado.

A terapia medicamentosa pode ser feita com betabloqueadores; antagonistas do sistema renina-angiotensina-aldosterona; antagonistas mineralocorticóides; e a combinação entre antagonistas de angiotensina e inibidores da neprilisina.

O marcapasso biventricular e o cardiodesfibrilador podem ser considerados em alguns casos, auxiliando na ressincronização da contração das câmaras cardíacas e na redução dos riscos de morte súbita por arritmia.

“Nos casos em que os pacientes não apresentam boa resposta ao tratamento clínico, que ocorre nos diagnosticados com insuficiência cardíaca avançada ou refratária, é considerada a possibilidade de um transplante cardíaco, opção que melhora a qualidade de vida e a sobrevida”.

A insuficiência cardíaca pode ser evitada ou controlada por meio de cuidados preventivos. Adotar um estilo de vida saudável é fundamental e inclui uma dieta equilibrada, exercícios regulares e consultas médicas de rotina.

“Evitar fatores de risco como o tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação desregulada e ricas em gorduras saturadas e sedentarismo é ideal para manter a boa saúde cardíaca”, finaliza o cardiologista do Hospital IGESP.

 

Um pouco mais sobre o assunto:

A Diferença Crucial entre Função Diastólica e Função Sistólica

Quando se trata da saúde do coração, é comum ouvir falar sobre dois termos importantes: função diastólica e função sistólica. Ambas são medidas cruciais para avaliar a capacidade do coração de bombear sangue eficientemente, mas diferem em seus processos e significados. Neste artigo, exploraremos em detalhes a diferença fundamental entre função diastólica e função sistólica e como essas duas funções trabalham juntas para manter o coração saudável.

O Coração: Um Motor Incansável

O coração é um órgão vital que age como uma bomba, impulsionando o sangue para todo o corpo. Para entender a diferença entre a função diastólica e a função sistólica, é importante compreender o ciclo cardíaco básico. O ciclo cardíaco é dividido em duas fases principais: a diástole e a sístole.

  • Diástole: É a fase de relaxamento do coração. Durante a diástole, as câmaras cardíacas, conhecidas como átrios e ventrículos, relaxam e se enchem de sangue que retorna do corpo e dos pulmões. A diástole é fundamental para permitir que o coração se encha de sangue, preparando-se para a próxima contração.
  • Sístole: É a fase de contração do coração. Durante a sístole, o coração se contrai, empurrando o sangue para fora das câmaras cardíacas e para as artérias principais, que o distribuem pelo corpo. A sístole é responsável por fornecer sangue oxigenado e nutrientes essenciais a todas as partes do corpo.

Função Diastólica: Relaxamento e Enchimento

A função diastólica refere-se à capacidade do coração de relaxar e se encher de sangue durante a diástole. Para entender essa função, médicos e especialistas avaliam várias medidas, incluindo a pressão diastólica, a capacidade de relaxamento das câmaras cardíacas e a resistência ao enchimento.

  • Pressão Diastólica: A pressão diastólica é a pressão arterial mais baixa que ocorre durante a diástole, quando o coração está relaxado e se enchendo de sangue. Uma pressão diastólica elevada pode ser indicativa de problemas na função diastólica do coração.
  • Capacidade de Relaxamento: A capacidade de relaxamento das câmaras cardíacas é essencial para que o coração se encha adequadamente de sangue. Qualquer rigidez ou perda de elasticidade nas paredes das câmaras cardíacas pode prejudicar a função diastólica.

Função Sistólica: Contração e Ejeção

A função sistólica, por outro lado, está relacionada com a capacidade do coração de se contrair eficientemente e bombear sangue para fora do coração durante a sístole. Para avaliar essa função, os médicos medem a pressão sistólica, a fração de ejeção ventricular e a força de contração.

  • Pressão Sistólica: A pressão sistólica é a pressão arterial mais alta durante a sístole, quando o coração está se contraindo e empurrando o sangue para fora. Uma pressão sistólica elevada pode indicar problemas na função sistólica.
  • Fração de Ejeção Ventricular: A fração de ejeção ventricular é uma medida que quantifica a fração de sangue que é ejetada do ventrículo esquerdo a cada batimento cardíaco. Uma fração de ejeção saudável é essencial para uma função sistólica adequada.
  • Força de Contração: A força de contração do músculo cardíaco é um fator-chave na função sistólica. Um músculo cardíaco enfraquecido ou danificado pode levar a problemas na capacidade do coração de bombear eficientemente.

A Importância da Cooperação

É fundamental compreender que a função diastólica e a função sistólica não são independentes uma da outra. Elas trabalham em conjunto para manter o coração funcionando de maneira eficaz. Quando uma delas é comprometida, a outra pode ser afetada indiretamente.

Por exemplo, se a função diastólica estiver comprometida e o coração não se encher de sangue adequadamente durante a diástole, a função sistólica também pode ser prejudicada, pois o coração não terá a quantidade ideal de sangue para bombear durante a sístole. Da mesma forma, se a função sistólica estiver comprometida, a pressão arterial pode aumentar, afetando indiretamente a função diastólica.

Em resumo, a função diastólica e a função sistólica são duas medidas vitais para avaliar a saúde do coração. A função diastólica refere-se à capacidade do coração de relaxar e se encher de sangue durante a diástole, enquanto a função sistólica está relacionada com a capacidade de se contrair e bombear sangue durante a sístole. Ambas são essenciais para manter um coração saudável, e problemas em uma delas podem afetar a outra. Portanto, entender a diferença entre essas duas funções é crucial para o diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas. Manter um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta equilibrada, exercícios regulares e consultas médicas periódicas, é fundamental para preservar a função cardíaca diastólica e sistólica adequadas ao longo da vida.

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