quarta-feira, agosto 10, 2022
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Dentistas estão preocupados com fim de atendimento em escolas

por: Redação

Secretaria de Saúde está reestruturando o atendimento odontológico na cidade e transferindo profissionais da rede de ensino para as UBS

Profissionais da área de odontologia da prefeitura de Barueri que atendem na rede municipal de ensino estão preocupados com mudanças que estão sendo feitas no setor e que, segundo eles, vão extinguir o atendimento de crianças nas escolas. A Secretaria Municipal de Saúde está alterando a estrutura de atendimento odontológico e prevê fechar consultórios escolares e transferir os dentistas para Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Os profissionais afirmam que as alterações vão prejudicar as crianças, pois elas deixarão de ter uma estrutura voltada apenas a elas e disputar lugar no atendimento geral da população feito nas UBS. Hoje, a rede pública municipal tem cerca de 69 mil estudantes que são atendidos por 32 dentistas que trabalham em 13 escolas antes da pandemia. Eles serão distribuídos por 17 unidades de saúde e passarão a atender à população em geral.

Segundo os dentistas, a mudança vai trazer prejuízos para as crianças. Afirmam que elas perderão a prioridade de atendimento e que compartilharão a fila em que está toda a população da cidade. Dizem anda que é importante o cuidado dentário na primeira infância e que danos nesta fase poderão acarretar problemas para toda a vida da pessoa.

Procurada pelo Barueri na Rede, a prefeitura afirmou que a Secretaria de Saúde do município de Barueri “está reorganizando o processo de trabalho da equipe odontológica para garantir melhor assistência à população. Mediante o questionamento, esclarecemos que o atendimento nas escolas não será interrompido”.

Os profissionais, no entanto, questionam a afirmação. Segundo eles, a atribuição de postos de trabalho, prevista para quinta e sexta-feiras, 31/3 e 1º/4, já contempla o fechamento de consultórios escolares. “Os dentistas que até o ano passado estavam nas escolas, agora só têm as UBS como opção para trabalhar”, afirma um profissional.

Eles dão como exemplo o caso da Fieb, que já fechou seus oito consultórios e cedeu os profissionais para o quadro geral da rede de saúde pública. “Os equipamentos do sistema Fieb/ITB já estão desativados, encaixotados num depósito”, afirma uma dentista. “Ou seja, os 11 mil estudantes da Fieb já estão sem dentista.”

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