quarta-feira, abril 17, 2024
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Primeira sessão da câmara dividida em dois blocos sinaliza para ano tenso

por: Redação

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Vereadores dos grupos de apoio a Rubens Furlan e Gil Arantes trocam ofensas e indiretas e prometem não recuar durante o ano

A primeira sessão da câmara de Barueri depois que foram definidos os grupos de vereadores que vão se manter na base do governo de Rubens Furlan e dos que vão acompanhar o ex-prefeito Gil Arantes foi tensa e mostrou que o ambiente no Legislativo da cidade deve ser diferente ao longo do ano.

Ao longo das quatro horas e meia de sessão houve ofensas, insinuações, descumprimentos do regimento interno, ameaças e os discursos de ambos os lados ganharam um tom de comício acompanhado por uma plateia inflamada, na maioria composta por apoiadores de Gil Arantes.

Do lado dos oito vereadores que agora formam a base da oposição, a maior parte do tempo foi gasta com explicações sobre os motivos que os levaram a mudar de lado. Em muitos casos, a alegação foi de terem sido abandonados ao longo dos últimos anos.

Já entre os doze parlamentares que se mantiveram com o prefeito, predominaram as críticas ao último mandato de Gil Arantes, de 2013 a 2016. Também houve cobrança aos colegas que saíram da base de não terem feito antes as queixas que fazem agora.

O presidente Toninho Furlan protagonizou momentos de tensão. Em um deles, debateu asperamente com Fabião a história do MDB na cidade, afirmando que se empenhou em sepultar o partido em Barueri.

Ele também ponderou que nunca havia ofendido ninguém, para em seguida comparar uma mulher que estava na plateia a um cavalo e chamá-la de imbecil

Depois, começou uma fala em tom conciliador, afirmando que a câmara não precisa ser uma praça de guerra, como já está ocorrendo, mas concluiu com uma ameaça: “Quero dizer aos que atacam, que até ontem estavam deste lado e hoje estão do outro lado, se forem atacar, tenham consciência do que vão fazer, porque o lado de cá tem muita munição e vai ficar ruim pra vocês”.

A vereadora Dra. Cláudia também esteve no centro do tiroteio quando criticou a gestão de Gil e reagiu com emoção a uma provocação da plateia. Depois, foi defendida pelos colegas, de quem recebeu declarações de solidariedade.

Nas conversas longe dos microfones, vereadores dos dois lados admitiram que haverá uma polarização na câmara nos próximos meses em torno das candidaturas a prefeito e a tendência é de que a tensão deva aumentar, já que ambos os grupos afirmam que não recuarão se forem atacados.

 

 

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