quinta-feira, julho 7, 2022
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Com convenções marcadas, é hora das coligações

por: Redação

Quase todos os partidos que têm diretório em Barueri marcaram suas convenções e agora discutem chapas de candidatos a vereador

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Praticamente todos os partidos que têm diretório em Barueri já definiram as datas de suas convenções para escolher os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador para as eleições de outubro. As que já foram marcadas serão nos últimos dias de julho, mas o prazo vai até 5 de agosto.

A maior das convenções será realizada dia 24, a partir das 9 horas, no ginásio José Correa, no centro. Ela será comandada pelo PSDB, mas pelo menos outros 14 partidos também participarão. A expectativa é que seja referendado o nome de Rubens Furlan como candidato a prefeito. Além disso, as legendas se agruparão em coligações para formar chapas de postulantes à Câmara dos Vereadores. As agremiações já confirmadas são: PSDB, PRP, PMDB, PSDC, PSD, PCdoB, PEN, PV, SD, PSC, PRB, PPS, PTN, PRTB E PP. 

No mesmo dia, às 15 horas, ocorrerá a convenção do Psol no plenário da Câmara. Nesse caso, a tendência é a de indicação do nome do vereador Saulo Goes para disputar a cadeira do Executivo barueriense. O partido também negocia a formação de uma frente com PT e Rede.

No dia 30, em horário e local ainda não definidos, o DEM faz sua convenção junto com o PSB. O presidente da câmara, Carlinhos do Açougue, tem declarado intenção de ser candidato a prefeito, mas isso ainda não está definido. O partido está indeciso entre lançar nome próprio ou também apoiar Rubens Furlan.

No dia 29, será a vez do PMN, que deve confirmar Neo Marques para o Executivo. Ainda não há horário nem local decididos. Em 30 de julho, às 19 horas, no Galpão do Loro, no Engenho Novo, quem define a lista é o PT do B, que tem Primo Cândido como eventual indicado ao cargo de prefeito. E em 31 de julho será a vez do PMB, do vice-prefeito Jacques Munhoz, que analisa se mantém ou não sua candidatura ao Executivo.

Ainda não confirmou data o PDT. Inicialmente o partido deveria se reunir dia 22, mas a decisão está suspensa e a tendência é que a reunião seja mais para o fim do mês. A legenda estuda lançar o nome do vereador Dr. Antonio para prefeito.

Coligações para vereador

Nos próximos dias devem ser definidas as alianças partidárias com o objetivo de formar chapas de candidatos a vereador. A legislação eleitoral determina que a definição dos eleitos se dê pela votação dos partidos ou coligações, e não pelos postulantes mais votados. As estimativas apontam que serão necessários cerca de 8 mil votos para uma coligação conquistar uma cadeira na câmara. Esse valor é chamado de quociente eleitoral.

Ou seja, se uma chapa tiver 40 mil votos, terá direito a cinco vagas no Legislativo e os eleitos serão os cinco mais votados. Assim, é possível um candidato ser eleito mesmo tendo menos votos do que outro que fique de fora. Nas eleições de 2012, Gaba (PSC), com 1.616 votos, não conseguiu vaga, apesar de ter sido mais votado do que seis dos eleitos (Silvio Macedo, Bidu, Robertinho, Kascata, Fabião e Maria Evangelista). Os campeões naquela ocasião foram Jânio (PMDB, 6.631 votos), Dr. Antônio (PDT, 3.741) e Toninho Furlan (PMDB, 3.267).

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Por isso, a legenda procura encontrar uma combinação que a favoreça. Um partido pequeno que se alie a um grande, se não tiver um candidato com grande potencial de votos, vai servir apenas para engrossar a votação do maior. Os menores tentam, então, evitar coligar-se com agremiações que tenham grande número de vereadores e, teoricamente, mais condições de eleição. São os casos do PMDB, que tem 4 (Tarzã, Zé Baiano, Zetti Bombeirinho e Jânio), o DEM, que tem dois (Carlinhos do Açougue e Maria Evangelista), além de Celso Calegare, que manteve o mandato até maio, e vai se aliar ao PSB, que tem Kascata, ou ainda o PSDB, com três vereadores (Toninho Furlan, Bidu e Sérgio Baganha) e vai estar junto com o PCdoB, de Fabião.

Outros vereadores com alto potencial de voto mas que estão em partidos com menor força, buscam alianças que lhes permitam atingir o quociente eleitoral. São os casos de Jô (PSD ), Miguel de Lima (PRP) e Chico Vilela (PTB), por exemplo.

Além disso, como existe a expectativa de que haja um expressivo número de votos por mudanças, em razão do ambiente político do país, é possível que haja uma forte renovação na câmara, abrindo espaço para novos nomes.

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