terça-feira, abril 23, 2024
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Mulher ofendida durante sessão da câmara vai processar Toninho Furlan

por: Redação

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Sem motivo aparente, vereador disse que ex-servidora que estava na plateia é um cavalo e a chamou de imbecil

Adriana Aragão, ex-servidora da prefeitura de Barueri, vai denunciar o presidente da Câmara Municipal, Toninho Furlan, pelas ofensas que ele lhe dirigiu durante a sessão do Legislativo de terça-feira, 12/3.

Na ocasião, Toninho falava sobre nunca ter ofendido ninguém em sua vida pública e no meio da fala, sem motivo aparente, apontou para Adriana, que estava na plateia, e disse “Aquela que levantou a mão, a Adriana, ela é uma pessoa que eu simplesmente disse o seguinte: a mulher é um cavalo lidando com o povo, e o povo não merece ser maltratado”. Depois, afirmou que a ex-servidora continuou maltratando o povo, que deveriam dar uma ferradura a ela e concluiu chamando a mulher de imbecil (veja vídeo abaixo).

Adriana trabalhou para a prefeitura durante cerca de um ano e meio, entre julho de 2022 e fevereiro de 2024, parte desse tempo na câmara e parte na UBS Hermelino Liberato Filho, no Jardim Belval, onde fazia o primeiro atendimento ao público.

Neste período, diz ela, nunca recebeu nenhuma advertência ou foi alvo de reclamação por parte da população. “Pelo contrário, recebi vários elogios de superiores e das pessoas que atendia e até em relatórios da Ouvidoria”, afirma.

Ela atribui a agressão do vereador a um episódio que não tem nada a ver com atendimento à população. “A birra dele comigo começou quando me recusei a descumprir um pedido irregular feito a mim por um assessor dele”, lembra ela.

Adriana refere-se a um pedido de um assessor de Toninho que feria as regras determinadas pela própria secretaria da Saúde e que ela se recusou a fazer. “Ele deu uma carteirada, eu neguei baseada numa determinação do secretário Milton Monti, e desde então passei a sofrer pressões.”

A servidora foi transferida para outra unidade e depois, com interferência da primeira-dama, Sônia Fulran, voltou à UBS, até ser enfim exonerada em fevereiro. Ela chegou a procurar o vereador para resolver o impasse mas, segundo conta, ele não aceitou.

Agora, ela vai acionar Toninho na Justiça. Ela já relatou o caso ao serviço 180 do governo federal, que recebe denúncias de violações contra as mulheres, encaminha o conteúdo aos órgãos competentes e monitora o andamento dos processos.

Também vai registrar a ocorrência na polícia para ingressar com uma ação por danos morais contra o presidente da câmara. Para isso, já constituiu advogado.

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