domingo, junho 23, 2024
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Moah Mattos, fotógrafo de Barueri, seduz o mundo

por: Redação

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Imagens cativam especialistas e fãs de fotos de todos os continentes e conquistam prêmios

Uma imagem incomum de um pôr do sol de Barueri é uma das mais recentes conquistas do fotógrafo Moah Mattos. Em dezembro, a foto ficou entre os 20 destaques no meio das mais de 31 mil fotos que participaram de uma ação do Guru Shots, plataforma que reúne milhares de fotógrafos e amantes da fotografia em todo o mundo.

A mais recente, porém, foi divulgada agora em janeiro. Um trabalho de Moah foi considerado um dos melhores do ano pelo White Balance, que também congrega fotógrafos de todos os continentes. A foto é uma das 144 que figuram no álbum de 2018 do grupo, de um total de 8,6 mil participantes. A seleção, em forma de vídeo, vai para museus do mundo inteiro e ele é o único brasileiro contemplado.

Moah Mattos tem 46 anos, nasceu em Salvador, veio para São Paulo aos 11 e para Barueri aos 15, em 1989. Aqui, trabalhou como motoboy e pizzaiolo, foi dono de bar e restaurante e atualmente mantém o New York 77 Studio & Boteco, espaço cultural no Jardim Belval.

Sua relação com a fotografia começou muito cedo. “Apareço em poucas fotos de infância e adolescência porque era sempre eu quem fotografava”, lembra ele. Em 2004, já adulto, passou a estudar arte e pintura e a atuar como assistente de fotografia. “Ali, eu me encontrei”, conta. “Comprei uma máquina e sai fotografando por conta.”

Em 2010, já chegando aos 40 anos, um imprevisto mudou sua trajetória. A máquina amadora que tinha quebrou e ele resolveu fazer uma loucura: comprou um equipamento profissional. Nessa época, viajava muito pela América do Sul com grupos de executivos e não se separava da máquina, clicando tudo que achasse interessante. Foi nessa época que passou a se dedicar a retratos e personagens.

Quem via suas fotos dizia que ele tinha um bom olhar, e em 2012 começou a estudar fotografia. “Até então, eu fazia tudo instintivamente”, lembra. Então, as coisas começaram a acontecer rapidamente. Em 2013, criou sua página no Facebook. No ano seguinte, participou do festival Brasília Photo Show, do qual participaram 5 mil imagens de mais de 2 mil fotógrafos do mundo todo. Seu trabalho foi selecionado para fazer parte do álbum que reuniu as 300 melhores fotos inscritas.

Neste período, também começou a ter visibilidade internacional e a publicar em grupos de fotógrafos. Ele lembra que foram tempos difíceis. “Recebia críticas pesadas, ofensivas mesmo”, afirma. Ao mesmo tempo, passou a ser convidado para enviar seus trabalhos para plataformas fotográficas. “Foi aí que minha criatividade se libertou e venceu a insegurança, graças ao reconhecimento.”

Ele gosta de fotografar o cotidiano e imagens sensuais, sem distorções, e considera que isso veio de sua paixão pela pintura. “Eu me considero um pintor frustrado, por falta de talento, e transferi esse desejo para a fotografia”, explica. Por isso, suas imagens lembram o trabalho de nomes da pintura com quem se identifica, como o holandês Van Gogh, o francês Renoir e o italiano Modigliani.

Também foi nessa fase que começou a ficar insatisfeito com os padrões fixos e a construir um estilo próprio. “Passei a usar nas fotos técnicas dos pintores que tinha estudado”, conta. Rapidamente, seu trabalho se multiplicou nas capas dos grupos internacionais. “Só no Japão, foram mais de dez.” Com isso, foi recebido em coletivos da Espanha, França, Itália e Portugal, que publicavam suas imagens. Em 2016, tornou-se administrador do World in W&B, voltado a fotos em branco e preto.

No ano passado, entrou para o Guru Shots, plataforma mundial que tem uma escala de mérito de nove níveis conquistados de acordo com a avaliação das fotos pelos próprios integrantes. Em um mês, Moah subiu seis posições. Agora, trabalha para vencer os últimos três patamares. “É a fase mais difícil, porque são necessários milhares de votos”, diz. Mas ele planeja ainda este ano atingir o degrau mais alto, justamente o de Guru.

Atualmente, sua página no Facebook para a fotografia tem 3,2 mil fotógrafos, sendo que 2,4 mil são de fora do Brasil. Recentemente, recebeu um convite para realizar um trabalho em Nova York e estuda uma proposta para ir trabalhar na Alemanha.

Hoje, além das fotos de cotidiano, Moah Mattos também se dedica aos ensaios sensuais e ao nu artístico. Mas suas modelos não são profissionais. “Trabalho com pessoas que em geral nunca foram fotografadas, gente do nosso dia a dia”, explica. Atualmente, está selecionando duas mulheres, uma delas plus size, para um trabalho que pretende realizar.

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