sexta-feira, junho 14, 2024
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Manifestantes desmontam acampamento em frente ao Arsenal de Guerra

por: Redação

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Viagem de Bolsonaro para os Estados Unidos e posse de Lula desanimaram integrantes de ato que pedia anulação das eleições e intervenção militar

Na manhã de segunda, cerca de dez pessoas permaneciam no local, algumas à espera de que recolhessem material restante

Manifestantes que protestavam contra o resultado das eleições e pediam intervenção militar no país e estavam acampados em frente ao Arsenal de Guerra de Barueri, começaram a desmontar o acampamento no domingo, 1º/1, logo após o presidente Luis Inácio Lula da Silva ter tomado posse.

O acampamento foi montado dias após o segundo turno das eleições e permaneceu permanentemente no local por quase 60 dias, onde foram montadas barracas que serviam comidas e água. Em alguns momentos, especialmente em fins de semana e feriados, chegou a reunir centenas de pessoas.

Faixas e bandeiras foram espalhadas pela área e carros tocavam hinos militares o tempo todo em alto som. Faixas da via Marechal Rondon, onde estavam instalados os manifestantes, foram fechadas com pedras, pedaços de madeira e pneus para permitir o estacionamento de veículos.

Na manhã de segunda-feira, um grupo de cerca de dez pessoas permanecia no local, algumas para cuidar das coisas que deviam ser retiradas, outras ainda crendo que a intervenção militar vai ocorrer e é importante manter a mobilização. As barracas já não estavam montadas. Um automóvel ainda entoava hinos militares.

O ânimo dos manifestantes, não apenas em Barueri, mas em todo o país, começou a diminuir na semana passada, quando foi anunciado que o então presidente Jair Bolsonaro abandonaria o cargo dias antes do fim do mandato e viajaria para os Estados Unidos, onde passaria a virada de ano na mansão do ex-lutador José Aldo. Muitos seguidores se sentiram abandonados com o ato.

Depois, o discurso de fim de ano do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que ocupou a cadeira presidencial com a viagem de Bolsonaro, causou grande decepção. Ele desestimulou os movimentos que pediam intervenção e defendeu as Forças Armadas, que teriam sido usadas por interesses golpistas.

Por fim, a posse de Lula sem nenhum tipo de contratempo, transmitida por televisões do mundo todo, somada ao anúncio de posse dos novos ministros militares, acabou com as últimas esperanças da maioria dos manifestantes. Uma das bandeiras do movimento dizia que o novo presidente não subiria a rampa.

O Barueri na Rede ouviu pessoas que participaram do acampamento. Elas confirmam que o desânimo e a decepção foram as principais causas para abandonarem o ato. “Ficamos dois meses lá, 24 horas por dia, debaixo de sol e chuva, e não vimos um gesto sequer de apoio à nossa luta”, afirma uma moradora de Barueri.

“Acho que nossa luta continua, vamos permanecer atuantes nos próximos quatro anos, não tem como parar nossa luta, mas infelizmente esse movimento fracassou porque fomos abandonados”, diz outro manifestantes. “Não foi por falta de patriotismo nem disposição, foi por omissão de quem poderia agir”, concluiu.

Durante os dois meses em que o grupo intervencionista ocupou a frente do Arsenal em Barueri, foram tornadas públicas inúmeras queixas sobre a agressividade dos manifestantes contra pessoas que passavam e se queixavam do ato ou gritavam contra o presidente Jair Bolsonaro ou a favor de Lula.

Dezenas de registros de agressões foram levadas às delegacias de Barueri e Carapicuíba. O Barueri na Rede recebeu mais de dez denúncias. As pessoas alegam que bastava que reclamassem do trânsito provocado pelo acampamento para que seus carros fossem atingidos com pedras e ovos. Houve episódios de agressão física contra motoristas, em sua maioria, mulheres.

Apesar do desmonte do acampamento, as faixas fechadas continuam bloqueadas. O Barueri na Rede enviou à prefeitura, por meio da Secretaria de Comunicação, pedido de informações sobre que medidas serão tomadas para a liberação das vias, mas ainda não recebeu resposta.

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