sexta-feira, junho 24, 2022
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Documento sobre lotação do Sameb é verdadeiro

por: Redação

Eduardo Menezes, secretário de Saúde, afirma que informe que circulou na internet sobre superlotação do PS Central é rotineiro

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PS Central atendia normalmente na noite de quarta-feira, quando documento circulou na rede social/Fotos:BnR

A Secretaria Municipal de Saúde negou que seja falso o documento que informa os serviços de socorro da região sobre a superlotação no PS Central (Sameb). O comunicado circulou nas redes sociais na semana passada e chegou ao Barueri na Rede na noite de quarta-feira. O texto, assinado pelo médico Aluisio Azevedo Abrantes, diretor técnico do pronto-atendimento adulto do PS, é endereçado a Samu, resgate, Viaoeste, bombeiros e Cross e afirma que o PS está sem leitos disponíveis na emergência, há excesso de pacientes para ser atendidos e a unidade está sem monitor cardíaco.

Imediatamente o Barueri na Rede procurou os bombeiros e a Viaoeste e recebeu a informação de que nenhum dos dois serviços havia recebido o comunicado. Também esteve na noite da própria quarta-feira no Sameb e ouviu de cinco servidores que eles desconheciam o documento. Foi informado ainda que o texto não estava no quadro geral de avisos e pôde verificar que naquele momento o atendimento de emergência funcionava normalmente.

Leia a reportagem sobre o assunto:

Falso ofício espalha na internet que Sameb recusa pacientes de emergência

Além disso, soube por funcionário graduado que o documento teria sido enviado ao Departamento Jurídico da prefeitura para que as providências cabíveis fossem tomadas. Na quinta-feira, o BnR foi informado pela administração municipal que o informe era verdadeiro. Diante da duplicidade de versões oficiais, enviou no mesmo dia à prefeitura pedido de esclarecimentos sobre o caso (veja abaixo).

Informe de rotina

No sábado de manhã, o site foi procurado pelo secretário de Saúde, Eduardo Menezes. Ele negou que o documento fosse falso e confirmou sua veracidade. Segundo ele, trata-se de informe corriqueiro que visa a informar as unidades de resgate da área sobre a situação do PS e sua capacidade de receber emergências.

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Texto explica os motivos para o alerta

O secretário  explicou que esse tipo de documento é enviado para a Central de Vagas Municipal, que o repassa por fax ou contato telefônico aos equipamentos responsáveis por resgate nas proximidades. “Durante o atendimento, a equipe recebe de seu CCO (Centro de Controle Operacional) a orientação de destino para o caso. Leva-se em conta o PS/Hospital mais próximo, especialidades que o socorrido irá demandar e as condições de momento da unidade que irá receber”, explica. Ele diz ainda que “esse comunicado é interno e não se refere aos mais de 100.000 pacientes que procuram os pronto-socorros de forma espontânea mensalmente”. Eduardo Menezes dá como exemplo o Hospital Regional de Osasco que, de acordo com ele, encaminha mais que uma vez por semana esse tipo de comunicado aos serviço de resgate.

Esclarecimentos

O pedido de esclarecimentos do BnR enviado à prefeitura e ainda não respondido tinha as seguintes questões:

Se o ofício é verdadeiro, em que situações e por quê ele é emitido?
Qual o risco de um colapso no sistema de saúde de Barueri, e qual o motivo desse risco?
Sendo o documento verdadeiro, por qual razão os serviços de resgate não foram notificados previamente. A falta dessa comunicação não colocaria em risco o atendimento de uma vítima que seria levada para atendimento e depois deveria ser direcionada para outro local?
Além disso, o ofício não tem data. Como a pessoa que o recebe pode saber se ele é atual ou não?
Os funcionários do PS Central não são informados sobre esses comunicados?
Há um quadro de avisos lá para esses casos?

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