sexta-feira, junho 14, 2024
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Direção convoca pais de alunos para evitar ocupação de escola

por: Redação

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Estudantes da EE Profa. Myrthes Therezinha Assad Villela, organizavam ocupação em protesto contra a reforma da educação e a PEC 241

A direção da Escola Estadual Professora Myrthes Therezinha Assad Villela, no centro de Barueri, convocou na noite desta sexta-feira, 4/11, os pais de um grupo de alunos para orientá-los a desestimular a participação dos filhos na organização de um movimento que pretende ocupar a instituição.

A diretoria foi informada de que os estudantes, a maioria do segundo ano do ensino médio, articulavam a ocupação do prédio em protesto contra a reforma da educação e contra a PEC 241, que congela os investimentos em educação durante 20 anos. Hoje, há centenas de prédios escolares ocupados em todo o Brasil pelas mesmas razões.

O grupo de estudantes, com cerca de 15 membros, vinha se organizando para a ocupação e definindo questões como alimentação, distribuição de tarefas e cuidados com a segurança. A preparação era feita por meio do aplicativo whatsapp.

Durante a sexta-feira, seus pais foram convocados por telefone para discutir a questão na escola. Estiveram na reunião seis responsáveis por alunos, que ouviram as ponderações de Divina Aparecida Cecilio, diretora do Myrthes. No final, os filhos, que aguardaram do lado de fora, foram chamados para a conclusão do encontro.

Segundo a diretora, a reunião foi convocada para preservar os estudantes, tantos os que querem protestar contra as medidas, quanto os que não desejam tomar parte do movimento. “Nossa preocupação é a integridade física dos jovens”, afirmou. “E também temos que garantir aos outros alunos o direito de terem aulas normalmente.”

Ela afirmou que os estudantes têm o direito de associação e discussão, mas devem respeitar os que não querem participar. Também disse que a convocação da reunião foi uma decisão da própria escola e que não há nenhuma orientação da Secretaria de Educação do Estado nesse sentido.

Os pais saíram divididos da reunião, mas parte deles considerou que o encontro foi uma forma de pressionar os adolescentes e impedir a ocupação. “Não acho que esse deva ser o papel da escola, de inibir a livre manifestação”, disse uma mãe. “Essa era uma boa oportunidade de os educadores discutirem os temas, e não fazer ameaças veladas contra os alunos, educar não é isso”, disse outra.

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