segunda-feira, maio 20, 2024
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Criança é ferida por linha de pipa em frente ao José Correa

por: Redação

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Mãe do garoto relatou que o corte só não foi pior porque o filho estava parado quando a linha passou pelo pescoço dele. “Imagino se ele estivesse correndo!”

Um garoto, de seis anos, teve o pescoço ferido por uma linha de pipa na tarde do último domingo, 24/4, enquanto estava com a mãe na Praça dos Estudantes, que fica em frente ao Ginásio José Correa, local usado como área de lazer por famílias inteiras, principalmente aos fins de semana.

Arthur, de seis anos, estava parado quando a linha passou pelo pescoço dele/Fotos: Arquivo pessoal

“Domingo estava um tempo gostoso, samba na praça… fomos!”, contou Cláudia Garasi, mãe de Arthur, que procurou o Barueri na Rede para relatar o incidente. Ela e o filho estavam parados quando o incidente aconteceu.”Estávamos subindo a bicicleta dele na calçada da praça. Então ele desceu da bicicleta e ficou em pé na calçada esperando que nós subíssemos a bike. Foi quando passou a linha pelo pescoço dele”, contou a moradora do Parque dos Camargos, que decidiu passear na praça depois algum tempo sem ir ao local.

A mãe só percebeu o ferimento na hora em que a criança começou a chorar. Apesar de não ter sido um ferimento profundo, Cláudia ficou assustada. “Fico imaginando o que teria acontecido se ele estivesse correndo, porque ele estava parado!”. A preocupação dela faz todo sentindo. É comum, entre parte dos frequentadores da praça, ver crianças andando de bicicleta, patins, correndo com bichos de estimação. “E se ele estivesse correndo, como é o costume de toda criança que brinca ali?”.

O incidente aconteceu porque, além de grupos de famílias, casais e pessoas que usam a área para passear, fazer piquenique e usufruir do espaço, é comum ver adultos e adolescentes soltando pipas. “Céu entulhado de pipas e adultos se divertindo com linhas carregadas de cortante”, descreveu a leitora. Também é comum viaturas da GCM no local, em patrulhamento ou estacionadas.

Prática proibida

O número de acidentes, e mortes, causados por linhas de pipas com cerol e linhas chilenas, usadas para ‘cortar’ pipas no ar, prática comum entre adultos e adolescentes, é grande. Sabe-se que o uso do cerol e da linha chilena representa um perigo e coloca em risco pedestres, ciclistas e motociclistas que circulam pela cidade.

O uso de cerol em linhas de pipa é proibido em Barueri desde 2003 pela Lei 1.384, assim como o uso de linha chilena, proibida pela Lei 2.054 de 2011. Em julho de 2018, uma criança de nove anos ficou enroscada em um linha de pipa com cerol enquanto pedalava com sua bicicleta na divisa com Jandira. Ele precisou passar por uma cirurgia de reconstrução dos tecidos e órgãos afetados no HMB (relembre o caso).

Após o caso, a soltura de pipas e papagaios nos parques Dom José e Ecológico foi proibida pela Secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema). As duas unidades chegam a receber 10 mil usuários aos finais de semana. Outro caso noticiado pelo Barueri na Rede foi em setembro de 2018, em que adolescentes foram flagrados durante o dia soltando pipa em cima da cobertura do Ginásio José Correa, no Centro (leia mais), deixando um prejuízo de várias telhas quebradas.

Promessa antiga de coibir a prática

Já em 2019, após denúncia de que adultos estavam soltando pipas com linhas chilenas, em uma praça no Belval, a prefeitura prometeu coibir pipas com linhas cortantes. Mas relatos frequentes indicam que isso não aconteceu. “A Guarda está sempre estacionada… passa pelos adultos que soltam pipas com cortante… nada fazem… nem olham!”, descreve a leitora do BnR. Na tarde em que Arthur foi ferido pela linha, por pelo menos duas vezes o veículo do Comando da Guarda Municipal passou pela praça.

O Barueri na Rede procurou a Secretaria de Segurança, por meio da Secom, pedindo informações sobre os relatos de adultos e adolescentes soltando pipas na Praça dos Estudantes, local onde Arthur foi ferido, e a ilegalidade da prática, mas até o momento da publicação dessa reportagem não recebeu resposta.

“Um espaço maravilhoso, do qual famílias poderiam usufruir… mas impossível frequentar! Íamos sempre aos domingos, depois do almoço para levar o Arthur para extravasar as energias. Nós, já não iremos mais!”, lamenta a mãe do garoto, que se recupera do ferimento.

 

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