segunda-feira, maio 27, 2024
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Aplicados mais de R$ 277 mil em multas durante fechamento da Castelo em Barueri

por: Redação

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, condutores foram punidos por fechar a rodovia por três dias em protesto considerado ilegal

O protesto que ocupou a rodovia Castelo Branco durante três dias resultou em 27 multas, no valor de R$ 100 mil cada, aos motoristas que insistiram em manter bloqueada a via, na altura de Barueri, no quilômetro 26. A informação foi divulgada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo.

Ato teve início na noite de segunda-feira, 31/10, e durou três dias, fechando as pistas da Castelo Branco, em Barueri/Fotos: Suzi Alves

As manifestações tiveram início da noite de segunda-feira, 31/10, e seguiram até a manhã de quarta, quando homens da Tropa de Choque liberaram definitivamente as pistas, tanto no sentido da capital como no do interior. Até essa ação, manifestantes se juntaram aos caminhoneiros que se mobilizaram em posicionamento de não aceitar o resultado da eleição, que deu vitória para Luiz Inácio Lula da Silva na disputa à a presidência com Jair Messias Bolsonaro.

Durante os três dias de protesto no trecho de Barueri, pelo menos duas das três pistas ficaram ocupadas por pessoas e caminhões, impedindo a circulação. Homens da Polícia Rodoviária, Tropa de Choque, Rocam e policiais de patrulhamento se revezavam em negociações para que as ordens de desbloqueio fossem cumpridas.

O ponto de interdição foi palco de gritos contra o resultado da eleição, pedidos de intervenção militar, buzinaço, soltura de rojões, acampamento e até churrasco feito por manifestantes. No entanto, considerada ilegal, a ocupação das pistas foi dissipada numa ação coordenada pela Tropa de Choque da PM, que lançou granadas de efeito moral e bombas de gás lacrimogêneo na manhã de quarta-feira, 2/11.

Antes disso, por volta das 2 horas da madrugada, um pequeno grupo de policiais se posicionava e observava cerca de 50 manifestantes, que resistiam à fina garoa que caía, enquanto ouviam música, tomavam cerveja e faziam churrasco bem embaixo da passarela que liga o bairro da  Boa Vista ao centro de Barueri.

No momento em que o Choque entrou em ação, um grupo bem maior estava no local, mas em instantes, tanto os manifestantes como os caminhoneiros deixaram a via e as ruas próximas. No entorno, moradores que precisaram conviver com o barulho causado pelo protesto durante três dias e duas noites, relataram que o gás lacrimogêneo chegou a entrar nas casas. “Meus filhos ficaram apavorados, chorando, sem conseguir respirar”, falou um rapaz ao Barueri na Rede.

Depois da liberação total da pista, equipes da polícia permanecem no local para evitar nova interdição do trecho. No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro pediu que os manifestantes liberassem as rodovias por todo o país, lembrando o direito de ir e vir das pessoas e alertando para o prejuízo econômico que as ações vinham causando.

Sem poder se reunir na Castelo Branco, os manifestantes rumaram, na tarde de quarta-feira, para a frente do Arsenal de Guerra e continuaram com a ação que se opõe ao resultado das eleições.

 

 

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