segunda-feira, julho 4, 2022
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Adversários estranham doação de Furlan a sua própria campanha

por: Redação

Ex-prefeito declarou à Justiça Eleitoral que doou R$ 1 milhão do bolso para sua candidatura. Valor é superior a quatro anos de salários de prefeito

Os adversários de Rubens Furlan (PSDB) na disputa pela prefeitura de Barueri criticam a doação de R$ 1 milhão que o ex-prefeito fez para sua própria campanha. Segundo eles, além de ser uma demonstração de desequilíbrio no jogo político, o fato provoca estranheza e precisa ser estudado pelo Ministério Público e pela Justiça Eleitoral.

Furlan declarou ter doado R$ 1 milhão de seu patrimônio para financiar a disputa pela prefeitura. Seu candidato a vice, Beto Piteri, disse à Justiça ter doado R$ 200 mil. Até agora, Saulo Goes (Psol) declarou doações de R$ 3 mil e Cláudio Paes (Rede), vai declarar R$ 4 mil. Neo Marques (PMN) ainda não registrou nenhum valor.

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Neo e a vice, Aleane Vieira: Furlan vai pagar para trabalhar?

A declaração de bens do ex-prefeito totaliza R$ 6,2 milhões. “O candidato está se desfazendo de 16% do seu patrimônio declarado a Justiça eleitoral a que preço?”, pergunta Cláudio Paes. “Se pegarmos o salário do prefeito atual e multiplicamos por 48 meses, o ex-prefeito vai pagar para trabalhar se for eleito”, ironiza Neo Marques. O valor valor líquido do maior salário de um político no Brasil em quatro anos hoje equivale a R$ 951.823,06.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, primeiro veículo de imprensa a noticiar o fato, Furlan declarou: “Estamos vivendo momentos difíceis e as pessoas não têm condições de apoiar as campanhas, por isso eu e meu vice estamos espremendo nossas economias para cobrir os gastos. Como a gente sabia que ia precisar, reservamos o dinheiro.”

Além da crise, o ex-prefeito atribui às novas regras a dificuldade de arrecadar fundos. Mas ele se diz favorável às restrições, como à doação por empresas. “Acabou aquele jogo de interesse em que se pedia algo em troca do apoio financeiro”, disse ele na entrevista ao Estadão.

Já Neo Marques raciocina na linha contrária. “Esta é a eleição do Caixa 2 oficial, porque alguns candidatos a vereador em Barueri estão gastando muito dinheiro”, afirma. “Segundo a lei eleitoral, eles só poderão gastar R$ 155 mil reais. E pelo tamanho da campanha na rua do ex-prefeito ele já deve ter ultrapassado os R$ 3,4 milhões e que determina a legislação”, calcula.

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Claudio Paes e seu vice, Denis Lima: a que custo?

Saulo Goes critica a disparidade de recursos. “Nunca o ditado que fala em campanha do tostão contra o milhão esteve tão certo”, diz ele. “Apesar das limitações legais e da fiscalização, há candidatos gastando fortunas”, conclui.“

Furlan nega que vá estourar o limite de gastos. Segundo ele, a campanha vai ficar dentro do R$ 1,2 milhão doados por ele e pelo vice. O ex-prefeito explica que reduziu drasticamente o número de pessoas em sua equipe e encontrou fórmulas de baratear o material de propaganda. “Se eu tinha 240 pessoas, incluindo as moças que agitavam bandeiras nos cruzamentos, agora tenho 40. Se o dinheiro der, contrato mais 60 até a eleição.”

O Barueri na Rede tentou ouvir o ex-prefeito por meio de sua assessoria, mas não conseguiu.

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