segunda-feira, julho 4, 2022
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Feijão some da merenda. Prefeitura culpa o preço

por: Redação

A falta do item foi comunicada às escolas pela administração municipal por email. Não há previsão para volta aos pratos dos alunos⁠⁠⁠⁠

Prato
Acompanhamento servido aos alunos das escolas municipais: segundo a prefeitura, o feijão está caro

O feijão saiu da merenda escolar e não tem data para voltar. No início do mês, as merendeiras da rede municipal de ensino foram informadas pela Secretaria de Abastecimento da prefeitura que o produto não estaria disponível por enquanto. Em e-mail enviado a todas as escolas, a informação era de que há um problema com o fornecedor e que a solução está sendo estudada pela administração.

A qualidade da merenda em Barueri já vem sendo criticada há tempos por estudantes, pais e até mesmo funcionários das escolas. As frutas resumem-se a laranja ou banana, não há mais sucos e o prato predominante é arroz com salsicha ou carne moída.

Segundo os familiares, a situação se agrava no caso dos estudantes de período integral, que ficam cerca de 9 horas por dia na escola. Eles reclamam que a principal refeição é a mesma das demais escolas. Nesta segunda-feira, 15/8, por exemplo, foi servido arroz e farofa de ovo com cenoura. “O aluno passa o dia inteiro com isso”, diz uma mãe. “E no lanche é bolacha seca, porque o achocolatado não está vindo mais.” 

Retângulo bordôO comunicado sobre a falta de feijão circulou no dia 10, mas o item já havia saído do cardápio na virada do mês. No mesmo email, a secretaria determina que nos dias em que houver farofa no cardápio, que ela seja úmida, “como um virado”. 

Em resposta a indagações feitas pelo Barueri na Rede, a prefeitura atribui a falta do feijão à alta do preço do produto. “Como podemos observar, no Estado de São Paulo passamos por uma alta no valor do feijão carioca, o que acaba por atingir também o município”, afirma a Secretaria de Abastecimento em nota ao BnR. A pasta explica que o atual fornecedor pediu reajuste do preço previsto no contrato e o processo está em análise.

A secretaria confirma que as refeições das escolas integrais são as mesmas das demais e que as frutas são servidas conforme cardápio publicado no site da prefeitura de acordo com a orientação do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Sobre a falta de sucos, a pasta afirma que, depois que o refresco em pó foi proibido pelo mesmo programa, foi aberta chamada pública para compra de suco integral.

A explicação de que foi o preço que tirou o feijão da merenda se espalhou pelas redes sociais e provocou indignação. As críticas vão do recente aumento dos salários dos vereadores a acusações de empreguismo. Num desabafo, um jovem diz: “Isso é vergonhoso, uma cidade que já foi modelo de educação, hoje abandona seus alunos. Falta merenda de qualidade, falta segurança e até em algumas escolas falta infraestrutura”. E ao se referir à qualidade da alimentação dos estudantes, enumera uma série de problemas e, diante de um prato servido em uma das escolas, conclui: “E é isso que tem pra hoje… arroz e farofa de ovo”.

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