terça-feira, junho 28, 2022
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Editorial: Barueri, onde a riqueza não melhora a vida

por: Redação

Reportagem veiculada neste site em 23 de dezembro mostrava que Barueri hoje é a 16ª cidade mais rica do Brasil. 

A conclusão faz parte do estudo Produto Interno Bruto (PIB) dos Municípios 2010-2013,produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho mostra o ranking dos PIBs das mais de 5 mil cidades brasileiras. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos numa região. É o indicador oficial para medir o tamanho da economialocal, de sua riqueza. Na lista do IBGE, há só 15 municípios à frente de Barueri, e apenas dez capitais.

Em outra lista, a situação de nossa cidade é ainda melhor. Somos o 11º maior PIB per capita do país. Esse índice é calculado dividindo-se o valor do PIB pela população. Seria mais ou menos como dizer qual parte da riqueza municipal caberia a cada morador.

A publicação da reportagem suscitou uma série de reações dos leitores do BnR. Entre sinais de orgulho pela situação privilegiada da cidade, surgiu o questionamento: mas essa riqueza toda reflete na qualidade de vida da população? Se apenas dez localidades em todo o Brasil têm PIB per capita maior que o nosso, podemos nos considerar realmente entre os mais bem atendidos pelos serviços públicos?

Se feita a baruerienses que não têm ligações com grupo político A ou B, na maioria dos casos, a resposta será não. Não estamos nem perto das populações mais bem atendidas do país e não há dúvida quanto a isso.

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Defensores dos nossos gestores, atuais ou mais recentes, hão de apontar as cidades mais próximas para provar uma maior qualidade de vida por aqui. Ora, sabemos que as condições objetivas de Barueri são infinitamente superiores às de nossos vizinhos. As comparações devem ser feitas com municípios que tenham situação semelhante à nossa.

E aí, veremos a diferença. Um longo histórico de descaso com as oportunidades oferecidas pelas esferas de governo estadual e federal, resultado da soberba de nossos governantes; o desperdício com gastos inúteis, como a construção de um estádio caríssimo que vive às moscas; a falta de planejamento que obriga a construir e destruir obras e mais obras em sequência, são apenas alguns dos exemplos da incúria administrativa de que Barueri padece há décadas.

Este ano, há eleição municipal. É o grande momento da democracia, aquele em que o cidadão exerce o supremo poder de definir quem vai governá-lo pelos quatro anos seguintes. É também hora de prestar muita atenção ao que pretendem os candidatos. E ao eleito, seja quem for, cobremos mais responsabilidade e competência do que tem sido demonstrado nas últimas gestões.

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