sexta-feira, abril 19, 2024
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Declaração de Furlan sobre rombo de R$ 50 milhões no Ipresb provoca reações

por: Redação

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Prefeito alega ter herdado da gestão anterior déficit milionário por ano do instituto. Funcionários e ex-funcionários do órgão negam

Uma declaração do prefeito Rubens Furlan, feita na semana passada durante o evento Nosso Abraço, que reúne servidores municipais todos os anos, provocou fortes reações nas redes sociais de servidores de Barueri. 

Ao responder sobre por quê a prefeitura não pagaria mais uma vez o 14° salário, Furlan afirmou que uma das razões é a necessidade de o município destinar todos os anos R$ 50 milhões para cobrir um déficit no Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Barueri (Ipresb), entidade responsável pela gestão dos recursos relativos ao pagamento de aposentadorias e pensões dos funcionários da prefeitura.

O prefeito disse que o problema foi herdado da gestão anterior e que a saída seria aumentar a alíquota descontada dos salários dos servidores. Essa questão vem sendo discutida e se arrasta há alguns anos.

Servidores ligados ao Ipresb, tanto hoje quanto no passado, no entanto, se apressaram em ir às redes sociais para desmentir Furlan. Profissionais que faziam parte da gestão do instituto na gestão anterior, de Gil Arantes, apresentaram documentos mostrando que o Ipresb dispunha de R$ 1,4 bilhão de patrimônio líquido no fim de 2015, quando terminou o mandato do ex-prefeito, e que a entidade era superavitária então. Afirmaram ainda que as projeções eram de que o valor subisse a R$ 2,2 bilhões em três anos.

Eles dizem ainda que o déficit no instituto começou em 2019, com efeitos no ano seguinte, e que a gestão municipal tem conhecimento disso desde então. A origem do déficit teria sido a diminuição da alíquota depositada pelo município, que caiu de 21,64% para 18,99% em 2015, quando o Ipresb tinha dinheiro em caixa para bancar a redução, e nunca mais foi reposta ao valor anterior. Estudos foram feitos pelo instituto para sanar esse problema mas não foram levados adiante.

Outra questão apontada pelos servidores do Ipresb diz respeito à prática da prefeitura de privilegiar a terceirização dos serviços, em detrimento de contratar profissionais por concurso. Isso, segundo eles, reduz a arrecadação do instituto, que vem justamente dos descontos feitos em folha de pagamento de servidores permanentes.

Segundo esse raciocínio, todos os meses pessoas estão se aposentando. Quando isso acontece, elas não apenas param de contribuir para o Ipresb, como passam a receber a aposentadoria. Ao mesmo tempo, a prefeitura, em vez de contratar efetivos, que passariam a pagar suas alíquotas e, portanto, alimentar o caixa do instituto, tem contratado organizações sociais para os diversos serviços públicos, cujos empregados não contribuem com o instituto municipal de previdência.

Ou seja, as despesas aumentam, as receitas diminuem e as perdas não são compensadas com novas contratações de servidores. Para confirmar o argumento, eles apontam o expressivo número de concursos já realizados cujos profissionais não foram chamados para trabalhar.

As questões colocadas na reportagem fora apresentadas à prefeitura por meio da Secretaria de Comunicação e serão publicadas assim que recebidas pelo Barueri na Rede.

 

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