quinta-feira, fevereiro 29, 2024
HomeESPECIAL: OSSADA NO BULEVARComo as investigações do BnR chegaram à mãe de Simone

Como as investigações do BnR chegaram à mãe de Simone

por: Redação

Compartilhe esta notícia!

Um historiador da cidade e um amigo da vítima alertaram o site para o desaparecimento de Simone 

isaura-sofa
Encontro de Isaura com o Barueri na Rede, em 31 de outubro

Desde que a ossada humana foi encontrada numa obra em pleno bulevar central, em 10 de julho, a equipe do Barueri na Rede se mobilizou para descobrir a história daquele achado. Para isso, pesquisou arquivos de desaparecidos na cidade, falou com a polícia, procurou familiares de pessoas sumidas e manteve inúmeros contatos com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), responsável não apenas pela Polícia Civil, que investiga o caso, mas também pelo Instituto de Criminalística (IC), órgão que realiza perícias no estado.

simone-marcao
Marcão puxou o fio da meada

Em certo momento, o site foi procurado por Marco Antônio, o Marcão, administrador da página Memórias de Barueri no Facebook. Marcão, por iniciativa pessoal e também em razão de sua página, é um pesquisador da história de Barueri e também trabalha em investigar episódios da cidade e esclarecer relatos que circulam. Ele falou do caso de uma jovem que havia desaparecido anos antes no centro da cidade, quando trabalhava para o cabeleireiro Gilberto Damião, que havia lhe confirmado a história.

O BnR procurou Gilberto, que se prontificou a fazer o contato entre o site e Isaura Stamboni, que procurava pela filha desaparecida fazia onze anos. Já era o mês de outubro e o IC recebia, sem sucesso, pessoas que tinham parentes desaparecidos em Barueri e se apresentavam para tentar identificar os ossos encontrados.

simone-gil
Gilberto fez o contato com a mãe

No dia 31 de outubro, dona Isaura recebeu o BnR em casa, junto com Gilberto Damião. Ela não sabia do encontro da ossada no centro, e imediatamente decidiu procurar os peritos do estado. No dia seguinte, ponto facultativo, esteve na Delegacia de Polícia de Barueri, que a orientou a dirigir-se ao Instituto Médico-Legal (IML) de Osasco, para onde os despojos haviam sido enviados.

Seguindo orientação dos peritos, Isaura passou a juntar todas as informações que pôde. Foi atrás de um mapa da arcada dentária da filha, obtida da dentista que ela frequentava em Jandira, e encontrou entre seus documentos um raio X de uma cirurgia odontológica que Simone havia feito.

Seu passo seguinte foi levar tudo até o IML Central, em São Paulo, onde também foi recolhida sua saliva para realização de um teste de DNA. Isaura já tinha certeza de que havia descoberto o paradeiro da filha, o que se confirmou no telefonema que receberia dia 27 de novembro.

Leia mais sobre o caso:

Depois de 11 anos, Isaura sepulta a filha desaparecida

Peregrinação da mãe termina após um mês de insônia

Últimos passos de Simone foram todos perto de casa

 

Postagens Relacionadas

Deixe sua resposta

Deixe seu comentário
Coloque seu nome aqui

- Advertisment -

Mais Populares

error: Conteúdo Protegido!