sábado, julho 2, 2022
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Após duas semanas de ocupação, estudantes deixam escolas em Barueri

por: Redação

Terminou terça, 8/12, o movimento de ocupação de escolas de ensino médio de Barueri que protestava contra a reorganização do ensino pelo Estado

A saída foi pacífica e acompanhada por funcionários da secretaria estadual de Educação, que inspecionaram as instalações das escolas e não encontraram problemas.
As últimas escolas desocupadas, na manhã de terça, foram a EE Ivani Maria Paes, na Vila Boa Vista, a EE Prof. Lênio Vieira de Moraes, no Jardim Tupã, e a EE José Leandro Pimentel, no Parque dos Camargos. Antes, na noite de segunda, já haviam sido desocupadas a EE República de Cuba, no Jardim Itaquiti, e a EE Estudante Henrique Gomes, no Jardim Maria Helena.

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Grupo de alunos no momento em que deixavam o Ivani, dia 8/12

Os secundaristas ocuparam as escolas em protesto contra o plano de reorganização do ensino, que o governo estadual pretendia implantar. No caso das cinco unidades ocupadas, elas deixariam de ter turmas de ensino médio, que seriam transferidas para outras instituições. Os alunos eram contra essa transferência por inúmeras razões,. como distância, falta de estrutura da escola-destino e risco de superlotação.

No dia 3 de dezembro, porém, o Estado desistiu do projeto depois de meses de protestos, mais de 200 escolas ocupadas e críticas ao modelo feitas por educadores e importantes entidades ligadas à educação, como USP, Unicamp e Conselho Regional de Psicologia. Durante a ocupação, os alunos organizaram grupos para cuidar das escolas, fizeram faxina, zelaram pela limpeza. Em alguns casos, chegaram a fazer alguns reparos nas instalações. No período, se alimentaram graças a doações feitas por familiares, vizinhos e simpatizantes do movimento.

“Saímos com a certeza de que fizemos o que deveria ter sido feito”, explica J.R., 17 anos, líder da ocupação do Ivani. “Acredito que os estudantes da rede pública terão outra visão sobre a educação que querem e podem ter e sobre seus direitos a partir de agora.”
Agora, o impasse deve-se à reposição de aulas, A Diretoria Regional de Ensino estuda como repor o período em que não houve aulas, que varia de 11 dias, no caso das turmas noturnas do Ivani, a oito dias, para o Lênio. A tendência é que a reposição seja feita em janeiro, mas os estudantes reivindicam que já comece em dezembro.

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