sexta-feira, abril 19, 2024
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Professores ocupam o centro em ato por reajuste salarial e contra avaliação

por: Redação

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Cerca de 500 educadores caminharam na noite de sexta-feira nas ruas em torno do bulevar pedindo anulação do processo que avaliou servidores da educação

Manifestação percorreu as avenidas ao redor do bulevar central durante duas horas

Um ato dos professores pedindo reajuste salarial e anulação da avaliação profissional pela Secretaria da Educação, ocupou o centro de Barueri na noite de sexta-feira, 24/3. Cerca de 500 educadores realizaram uma reunião diante da prefeitura e depois caminharam pelas avenidas Henriqueta Mendes Guerra e 26 de Março, dando a volta no bulevar. Durante a mobilização, que durou cerca de duas horas, o trânsito de veículos nas vias centrais esteve interrompido.

O movimento do professorado começou há cerca de duas semanas, quando se tornaram conhecidas as notas da avaliação de desempenho de 2022. Dois pontos chamaram a atenção. O primeiro, foi que as notas são muito inferiores às dos últimos anos. Na maioria dos casos, abaixo de 8, para docentes que vinham recebendo pontuação próxima de 10.

O segundo, é que as avaliações eram exatamente iguais para todos os professores em várias escolas, o que demonstraria que não houve análise individual. Diretores teriam comunicado a seus subordinados que cumpriam ordens que receberam da Secretaria de Educação

Os educadores começaram a se mobilizar e acionaram o Sindicato dos Professores das Escolas Públicas Municipais de Barueri e Região (Siproem). Em assembleia realizada no sábado, 18/3, a categoria decidiu encaminhar à prefeitura pedido de reajuste salarial de 35%. Ao mesmo tempo, ficou decidido que o sindicato recorreria à Justiça pedindo a anulação da avaliação em razão dos vícios que apresentou.

Na terça-feira, 21/3, foi realizada nova assembleia, dessa vez diante da prefeitura, em que foram confirmadas as decisões anteriores e foi convocado o ato de sexta-feira, que incluía a ocupação das vias em torno do bulevar.

Em razão da repercussão do movimento, na quarta-feira o secretário de Educação, Celso Furlan, negou nas redes sociais qualquer irregularidade na avaliação e orientava os professores descontentes a recorrer da nota. Ele negou também que tenha orientado os diretores a aplicar avaliações baixas.

Agora, enquanto aguardam reposta da Justiça, os professores decidiram manter a mobilização e já marcaram outro ato para a próxima sexta-feira, 31/3, às 18 horas, diante da prefeitura, com previsão de nova passeata pelo centro.

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