quarta-feira, julho 17, 2024
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Professores criticam proibição de celulares

por: Redação

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Instrução normativa estabelece que o uso de celular e postagens em rede sociais durante o expediente pode levar à demissão

O secretário municipal de Educação, Celso Furlan, assinou instrução normativa, no dia 16/2, que proíbe o uso de celulares e postagens em redes sociais pelos servidores da rede municipal de ensino, durante o horário de trabalho. Salvo exceções estabelecidas na instrução, o servidor que descumprir as regras estabelecidas estará sujeito a processo administrativo que pode levar a sua demissão.

De acordo com a norma fica proibido o uso de aparelhos celulares para todos os servidores públicos da rede, exceto em situações emergenciais, nas quais o servidor deverá comunicar a direção da unidade.

Também estão vedadas as postagens em redes sociais durante o horário de trabalho, assim como fotografar e divulgar documentos da escola que estejam em posse do servidor por força do cargo exercido.

A medida causou revolta e estranheza nos funcionário da secretária pois, para muitos deles, a comunicação via celular e aplicativos de mensagens passou a ser instrumento de trabalho importante. Informações sobre conteúdo, resolução de dúvidas e discussões sobre o programa das matérias eram feitas por troca de mensagens entre os alunos e desse com professores.

Clique aqui e leia na íntegra a Instrução Normativa nº4/2017

O que pensam os professores

Para Roseli Machado, professora da Fieb, que ainda não foi atingida pela decisão, a medida é retrógrada. “A tecnologia está para ser usada e não tem volta. Ensinar seu bom uso faz parte do aprendizado”, afirma Roseli.

O professor Roger Reis Nina, da Emef Levi G. Oliveira, a medida afeta diretamente a preparação das aulas, já que a tecnologia permite pesquisa em horários de apoio pedagógico e nas horas de trabalho individual (HTI). “Para muitos de nós, que saímos de uma rede para outra, o horário é muito apertado e nessas hora usamos a internet para acessar dadas que você vai passar, interagir e discutir com os alunos durante a aula”, pondera Roger.

Ambos, Roseli e Roger estranham a proibição de compartilhamento entre os servidores de documentos públicos, já que os aplicativos de mensagens ajudam a divulgar rapidamente informações de interesse de todos, como informes da direção, solicitação de ações pelos superiores, planos de aula, etc.

Conforme Roger, não houve debate, nem com o corpo docente nem como os próprios indicados pelo secretário para ocupar cargos comissionados. “Como fizeram com a IN nº1/2017, que cancelava as atribuições feitas no anos passado, esse governo não discute com ninguém, não conversa com ninguém, e impôs a restrição de uso do celular” afirma o professor. E finaliza, “lamentavelmente, esse governo tende a ter atitudes nada democráticas, sem conversar, sem ouvir ninguém”.

O Barueri na Rede conversou também com professores do ITB, e o sentimento também é de repúdio à medida

O que diz a prefeitura

O BnR procurou a Secretaria de Educação e questionou sobre a motivação para que tais medidas fossem tomadas e a proibição de divulgação de documento que seriam de interesse público. Segue a resposta, enviada através de mensagem da Secretaria de Comunicação (Secom):

“A prática indevida do uso do celular em horário de trabalho, inclusive dentro das salas de aula, além de postagens em redes sociais que ferem a segurança dos alunos e sigilo de alguns documentos específicos da unidade escolar como livro-ponto, livro ata, fotos de alunos (sem autorização dos pais) para uso em redes sociais pessoais. Para primar pela postura ética do profissional e o bom andamento do trabalho, houve a necessidade de uma normativa que regulasse o comportamento e permitisse a normatização de tais regras.”

 

 

 

 

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