Prefeitura ganha três viaturas blindadas para comando da Romu

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Os veículos, modelo Blazer a diesel, foram doados por empresário do ramo de segurança

O comando de Força Tática municipal (Romu) passará a contar com três novas viaturas, todas blindadas. Doados pela empresa Newtech, que fica no Alphaville, os carros modelo Blazer serão entregues já com a proteção que é permitida somente para veículos da área de segurança, autorizados e em acordo com as exigências do Exército. Com essa proteção, as viaturas devem suportar disparos de armas de alto calibre, como submetralhadoras de 9 milímetros e revólveres 44 Magnum.

Segundo Luiz Carlos Monacci, diretor da empresa que fez as doações, após uma sugestão feita ao vereador Fábio Luiz da Silva Rhormens, o Fabião, as viaturas com blindagem foram aceitas. “Essa é a primeira vez que doamos veículos, e queríamos oferecer essas três para a Romu de Barueri”, explicou o empresário, que garantiu não ter havido nenhuma contrapartida.

O anúncio feito pela prefeitura foi entendido por muitas pessoas como uma ação de blindar toda a frota da Guarda, o que é inviável. Se os veículos regulares da GCM fossem blindados, eles ficariam incapacitados para ações em movimento. A blindagem agrega ao carro o peso de 230 quilos. A reações ao volante ficam mais lentas, as frenagens são prejudicadas e o automóvel tende a sair de frente. Por isso, projetos que propõe a blindagem vêm sendo rejeitados por câmaras de vereadores e assembleias legislativas e também por isso que em Barueri serão apenas três veículos que serão utilizados pelo comando da Romu.

Até agora, os 42 homens da Romu contavam com 13 veículos alugados pela prefeitura, do modelo Toyota/Hilux Sw4. A partir de agora, a força tática da GCM terá 16 viaturas de grande porte. De acordo com o empresário, o custo médio de cada uma dessas blindagens, que inclui rodas, coluna e para-brisa, gira em torno de R$ 8 mil.

O Barueri na Rede ouviu fontes ligadas à GCM e, entre aprovações e reservas de opiniões, há quem ache a medida obsoleta. “Claro que o agente se sente mais seguro, mas uma viatura blindada para a guarda é desnecessária. Imagina o peso extra que isso vai causar nos carros e inviabilizar uma perseguição, por exemplo”, argumentou um GCM que não quis se identificar.

Já quem aprovou a ideia chamou a atenção para situações como roubos de caixa eletrônico, onde é comum os criminosos usarem armamentos pesados. “Se é útil? Sim. Quando se trata de prevenir a segurança de quem está trabalhando diretamente contra o crime, tudo é bem-vindo. Não é raro os bandidos estarem armados com fuzil e armas de grosso calibre. Num confronto de aproximação isso aumentaria a nossa segurança”, avaliou um agente da Romu ouvido pelo BnR.

Nos últimos anos não foi registrada nenhuma morte de GCM por falta de blindagem. Questionada sobre os novos veículos e a viabilidade efetiva delas para os guardas municipais, a prefeitura respondeu, por meio de nota enviada pela Secom, que “a princípio, as viaturas táticas do comando de força serão blindadas em fase de teste, e ainda não será possível divulgar o número de viaturas que passaram pelo processo. Detalhes sobre os locais das viaturas que recebem essa proteção também não serão divulgados, como medida protocolar de segurança. A blindagem será custeada pela empresa Newtech”.

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