Jovens envolvidos em acidente não tinham habilitação

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Investigações procuram esclarecer o que houve no momento da colisão que resultou na morte de um jovem barueriense no fim de semana do Ano Novo

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Acidente entre os dois veículos aconteceu na madrugada do dia 30/12, próximo ao Centro de Apoio 2, no Aplhaville

O choque entre dois carros, na última sexta-feira de 2016, próximo ao Centro de Apoio 2, no Alphaville, está sendo investigado com cautela pela Polícia Civil de Santana de Parnaíba. O acidente provocou um intenso debate nas redes sociais. São várias versões, defensores dos dois motoristas, e acusadores também.

Procurada pelo Barueri na Rede, a delegada de Santana de Parnaíba, Isabel Cristina Ferraz, responsável pelas investigações, revelou que essa ambiguidade também aparece nos depoimentos colhidos até o momento. O fato comum aos dois motoristas é que, tanto Felipe Saadi Ortiz, de 18 anos, que dirigia a BMW, quanto Gabriel Lacerda, morto no acidente quando conduzia o Voyage, (leia a matéria: Jovem de 18 anos morre em acidente de carro no Alphaville), não tinham carteira de habilitação. “Aparentemente, o condutor da BMW é habilitado nos EUA, mas para dirigir aqui não foi apresentado nenhum documento”, explica a policial.

A delegada afirmou que exames foram solicitados à perícia. “Foi colhido sangue para verificar se havia dosagem alcoólica no motorista da BMW.” Também foi requerido ao Instituto de Criminalística (IC) laudo para apontar a velocidade do veículo que bateu na traseira do carro de Gabriel, fazendo o Voyage capotar duas vezes. Os números apontados até agora não são oficiais.

Felipe Ortiz é piloto de corrida e em 2016 disputou a categoria Road to Indy, nos Estados Unidos. Começou no kart aos cinco anos de idade e teve passagens pela Fórmula 4 Sul- americana em 2014 e pela Fórmula 3 Brasil Light em 2015. Ele foi indiciado inicialmente por homicídio culposo, aquele em que não há intenção de matar, e responderá o inquérito em liberdade. Também responderá por lesão corporal e fuga do local do acidente.

Por enquanto, a polícia analisa as condições em que ocorreu a batida. “Estamos levantando se a velocidade era compatível, como aconteceu a colisão no local… sabemos que em um acidente, sempre há mais de uma versão, e nesse caso há muito conflito”, explicou Isabel Ferraz.

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Isabel Cristina Ferraz, delegada-titular, à frente das investigações sobre o acidente

Segundo a delegada, não há como antecipar nenhuma informação ou ter conclusões iniciais, já que há mesmo os depoimentos de testemunhas são contraditórios. “Não temos nenhum indício sobre as condições do acidente. Inclusive estamos procurando imagens que possam ajudar na investigação.”

A polícia pede que pessoas que possam ter filmado o acidente ou que tenham informações para ajudar no trabalho policial, procurem imediatamente as autoridades. “Se houver alguma testemunha, me procure. O sigilo da testemunha é garantido. Só eu vou saber. Não há qualquer intenção em expor quem queira e possa ajudar nas investigações”, garante a delegada.

Os resultados periciais devem demorar em média 40 dias, mas enquanto aguarda os resultados técnicos sobre o acidente, Isabel recomenda precaução ao volante. “Não sabemos se é o caso da nossa ocorrência. Mas sabemos que na região (Alphaville) há muitos eventos de motoristas que excedem a velocidade. Mas, em todo caso, tem que haver a conscientização: velocidade e volante não combinam, nunca!”, alerta.

 

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