Escolas recuam em decisão de transferir alunos

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Após pressão de famílias, unidades vêm desistindo de remover estudantes já matriculados para outras escolas da rede

Na última semana, o Barueri na Rede noticiou que pais de alunos matriculados na Emeief Dorival Faria, no Jardim Tupanci, estavam colhendo assinaturas para um abaixo-assinado contra a transferência dos filhos para outras unidades escolares na cidade. Com o crescimento do movimento, a escola decidiu voltar atrás e informou aos pais, no dia 31/10, a desistência em transferir os alunos. (relembre o caso)

Porém, após a divulgação do episódio, vieram à tona inúmeras situações semelhantes em outras escolas. Na Emef Profª Elvira Lefevre S. Nemer, no Jardim São Pedro, por exemplo, os pais foram informados por meio de uma reunião escolar sobre a transferência dos filhos para escolas como a Escola Estadual Ivani Maria Paes, no Jardim dos Camargos, e para a Emef Raposo Tavares, na Vila Boa Vista, a alguns quilômetros de distância.

Em conversa com o BnR, a irmã de uma aluna de 10 anos da 4ª série do Ensino Fundamental conta que a família não aprovou a transferência da criança para outro bairro. “Recebemos em casa uma convocação para uma reunião e, quando chegamos lá, nos pediram para assinar um papel, com duas opções de escolas para transferência, em que pediam autorização para a minha irmã mudar de unidade. Não assinamos”, conta a leitora.

Em outro caso, uma moradora do Jardim Flórida conta que no Complexo Educacional Professor Carlos Osmarinho, local em que funciona também uma maternal, os pais foram informados pela Secretaria de Educação sobre a mudança dos alunos da pré-escola para outras unidades, como a Emei Lucineia de Oliveira, na Vila Ceres, para abrir vagas para alunos da maternal. Segundo os pais,  após não concordarem com a transferência, a unidade escolar também voltou atrás na decisão e não irá mais transferir os alunos.

Porém, o Barueri na Rede continua recebendo reclamações sobre transferências escolares em escolas como a EMMEI Professora Maria José de Barros, na Vila São Jorge e o ITB Profº Antônio Arantes Filho, no Parque Viana. No caso do ITB, uma mãe informou que seu filho recebeu um bilhete, junto com a rematrícula, avisando sobre a mudança. “Ele cursa o 2º ano de contabilidade no ITB. Foi enviado para ser assinado um papel com a rematrícula, e no bilhete pediam que os pais colocassem o nome e assinassem caso concordassem com a transferência de escola no ano que vem”, menciona ela ao BnR.

Sobre o Complexo Carlos Osmarinho, a Prefeitura por meio da  Secretaria de Comunicação (Secom) informou ao Barueri na Rede que nenhum aluno já matriculado será transferido. Já na Emei Maria José de Barros há um caso em que o endereço do aluno era distante, mas após estudos resolveu-se que a Secretaria de Educação oferecerá transporte escolar e o aluno permanecerá na escola.

Em relação ao ITB Professor Antônio Arantes Filho, o BnR foi informado pela Prefeitura que o ocorrido é uma questão da Fieb. Sobre o questionamento do porquê da mudança de regras na conduta das escolas e o porquê da desistência em transferir alunos de algumas delas, não obtivemos respostas.

 

 

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