ELEIÇÕES – Margarete diz que projetos são seu diferencial

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Candidata de Barueri a deputada federal, ela afirma que suas propostas são resultado de muito estudo

Margarete Reis, moradora de Barueri, candidata a deputada federal pelo PSL (número 1785), diz com segurança que merece o voto do morador por uma diferença básica com relação à maioria dos candidatos: tem projetos. “Eu estudo muito os problemas da população e minha formação me ajuda a me aprofundar nos temas, por isso, meu programa não é vago, ele tem ideias concretas, fruto de minha experiência pessoal e de muita análise”, explica.

Ela diz que não tem uma prioridade porque os desafios se complementam. “É como uma engrenagem, não adianta você atacar só um tema”, afirma. “Sem alimentação, não há saúde; sem saúde, não há educação; sem educação, não dá para disputar boas vagas de emprego”, explica a candidata.

marga2Ainda assim, ela dá exemplos do que pretende propor se chegar ao Congresso Nacional. Um de seus projetos é a criação do Sistema de Justiça, que seria uma instância superior às ouvidorias do serviço público. “Muitas ouvidorias não funcionam, a queixa do cidadão fica no vazio”, diz.

Ela também pretende criar como um fundo nacional da saúde, pela qual os municípios receberiam as verbas pelo número de atendimentos e não pela população. “Isso evitaria o que acontece com Barueri, que recebe pessoas de toda a região mas não é remunerada para isso”, explica.

Margarete está na Polícia Militar desde 1997 e tem a patente de cabo. Trabalhou em vários setores da PM, inclusive a inteligência, mas destaca sua atuação no Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), onde atua desde 2002. “Ali me choca ver a falta de perspectivas das crianças”, diz. “Você ver um menino que gostaria de participar, mas diz que não pode porque seu pai é traficante.”

Por isso, ela enfatiza os valores familiares em que acredita e destaca a questão da violência em sua campanha. “Quero que meu filho volte para casa em segurança, que não se envolva com drogas ou crimes”, explica. “Sou mãe, e toda mãe quer o melhor para os filhos, quer dar para ele mais do que teve, que progrida na vida.”

Por isso, se vê afinada com o discurso do candidato de seu partido à Presidência, Jair Bolsonaro. “Eu não vou votar nele porque é do meu partido, mas porque concordo com as propostas dele”, garante. “Sou mulher e sou Bolsonaro, não o vejo como machista”, conclui. Logo, ela se declara a favor da liberação do porte de armas e radicalmente contrária ao aborto.

A candidata afirma que está concorrendo para ganhar, apesar das dificuldades que tem por falta de recursos. Por isso, trabalha em várias áreas de estado e na Grande São Paulo. Entre suas dobradas com candidatos a deputado estadual estão o barueriense Julio Leal, Alessandro Bussab (Osasco), Dra. Telma (Santana de Parnaíba), Cabo Aleixo (Embu) e Cabo Elaine (capital).

Margarete tem 48 anos e está em Barueri desde os oito. Morou inicialmente na Aldeia e agora vive no Belval. Trabalha desde os 12 anos de idade, quando começou a ajudar uma tia que fazia flores artificiais. Aos 15 começou num banco, depois foi secretária, época em que começou a cursar psicologia, mas não conseguiu concluir.

Entrou na PM aos 27 anos e então formou-se em direito, com pós-graduação em direito militar. Também fez cursos de educação em direitos humanos e tecnologia em segurança pública e atualmente faz especialização em filosofia.

Atualmente está escrevendo o livro “A vida de uma policial militar”, que conta a sua própria história e de outras colegas de farda. Margarete é viúva e tem um filho de 12 anos.

 

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