Desfiles de carnaval atraem mais de 24 mil pessoas

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Público superou a expectativa. Festa ocorreu sem incidentes no sábado e domingo

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Ala das pessoas com deficiência, da Engenho da Gente/Fotos: Mário Trujillo

Os desfiles das escolas de samba de Barueri, realizados no sábado (10) e domingo (11), reuniram 24 mil pessoas, de acordo com as estimativas da Polícia Militar, e 26 mil segundo a Guarda Municipal na soma dos dois dias. A informação é da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesb), que havia estimado cerca de 20 mil espectadores.

Apesar do grande público, não foram registrados incidentes. “Foi um carnaval para a família, com muitas crianças e senhoras e senhores da terceira idade”, afirma André Alexandre da Silva, presidente da Liesb. “É esse o tom que vamos dar daqui para a frente, para fazermos uma grande festa para todos. Certamente em 2019 vai ser ainda melhor”, afirmou.

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Unidos do Jardim Belval foi uma das agremiações que apresentou alas fantasiadas

O desfile foi mais simples do que o de dois anos atrás. De acordo com dirigentes da Liga e das escolas, isso deve-se ao receio de que ocorresse o mesmo que em 2017, quando a festa foi proibida dois dias antes da data. Mesmo assim, houve grande empolgação do público e dos integrantes das agremiações. A praça de alimentação, uma das novidades deste ano, atraiu gente o tempo todo e tornou-se uma atração à parte.

A principal surpresa aconteceu no sábado. A Mocidade Verde Rosa havia anunciado que não desfilaria, mas compareceu. A direção da escola apontava problemas com a Liga para não participar. “A comunidade decidiu desfilar, não podemos ficar de fora, então nos juntamos, começando com o pessoal mais antigo, e estamos aqui”, explicou Léia Ferraz, fundadora da escola e viúva do patrono da Verde Rosa, Mestre Régis.

O público, no entanto queixou-se de alguns pontos da organização. Um deles foi o isolamento da área, considerado muito extenso. Grandes espaços em torno da pista de desfiles, na avenida Guilherme Perereca Guglielmo, foram cercados pelo Demutram e pela GCM, obrigando os motoristas a estacionar longe do local, muitos deles em pontos proibidos e em terrenos vazios. Os estacionamentos do ginásio José Correa ficaram interditados.

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Ala das Baianas da Oba Oba, um dos destaques do desfile deste ano

Outra queixa partiu das barracas de comidas e bebidas. Os atendentes reclamaram que não houve nenhuma tolerância no horário e policiais os obrigaram a jogar água nas churrasqueiras. O BnR tentou ouvir a PM sobre o fato, mas não conseguiu.

Com poucas exceções, as escolas desfilaram praticamente com a bateria e camisetas ou abadás. Apenas algumas alas e destaques se apresentaram fantasiadas. Mas os dirigentes afirmam que, com a parceria com a prefeitura e a garantia de realização dos desfiles, em 2019 a dimensão do evento será maior.

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