Lava Jato age em Barueri e bloqueia bens de delator

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Justiça Federal de Barueri determinou bloqueio de R$ 94,5 milhões de bens de Lúcio Bolonha Funaro

A Justiça Federal de Barueri determinou o bloqueio de pouco mais de R$ 94,5 milhões de bens de Lúcio Bolonha Funaro a pedido da Fazenda Nacional, da União. O valor se refere a dívidas tributárias da Guaranhuns Empreendimentos Intermediações e Participações, empresa criada em nome de Funaro. A reportagem é do G1.

Preso em junho de 2016 como delator da Lava Jato, Funaro é apontado como operador de propinas do MDB, partido do presidente Michel Temer. Condenado a 30 anos de reclusão,ele atualmente cumpre prisão domiciliar em uma fazenda particular em Vargem Grande Paulista.

O bloqueio de R$ R$ 94.594.498,89 é para “ativos financeiros disponíveis em contas correntes, poupanças e outras aplicações financeiras”. De acordo com as investigações, a Guaranhus era uma empresa de fachada que servia de blindagem patrimonial a Funaro.

A decisão ainda argumenta que “além de se valer de pessoas jurídicas fictícias para dissimular a origem ilícita de seu patrimônio e frustrar seus credores, Lúcio também simulou negócios jurídicos para transferir bens a terceiros, operações estas que, por terem sido efetuadas após a inscrição do débito em dívida ativa (19/02/2008), caracterizam inegáveis atos de fraude à execução fiscal”.

Ainda de acordo com a justiça, empresas atribuídas a Funaro eram usadas para emitir notas ideologicamente falsas para encobrir o pagamento de propinas. Funaro informou à Justiça que a cobrança dos valores de dívida da empresa “invoca a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo” e ainda completa que a “nulidade da certidão de dívida ativa e a ocorrência de prescrição do crédito tributário”. A decisão da Justiça cabe recurso.

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