Alimentação de funcionários do Sameb é cortada

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Sob administração da OS Instituto Diretrizes, as refeições que eram concedidas a concursados foi suspensa

Funcionários concursados do Pronto-Socorro Central (Sameb) tiveram a alimentação cortada. Profissionais como motoristas de ambulância, operadores de raio X e outros não poderão mais almoçar ou jantar gratuitamente no PS. Segundo a prefeitura, o serviço não está previsto no contrato com a Organização Social (OS) que administra a unidade.

Sob administração provisória da OS Instituto Diretrizes, contratada em caráter emergencial por 180 dias, desde o início de outubro, a alimentação dos funcionários da prefeitura no Sameb foi suspensa na última segunda-feira, 5/11. A informação de que almoço e jantar destinados aos profissionais concursados seria cortado foi feita na semana passada.

“Iriam cortar na semana passada mesmo, mas prorrogaram para esta segunda-feira”, conta um profissional, que não quis ser identificado, ao Barueri na Rede. “Trabalho há 20 anos aqui e isso nunca aconteceu”, lamenta o funcionário, que ainda diz que é “imoral” e “mesquinha” tal ação. “O pessoal da OS (médicos e enfermeiros) continua almoçando no local normalmente. Para nós [concursados ou comissionados], compraram micro-ondas e uma geladeira para levarmos marmita”, afirma.

O BnR questionou a prefeitura sobre o caso. Em nota, por meio da Secom, a Secretaria de Saúde esclareceu que o PS era administrado diretamente pela prefeitura e que havia um serviço de nutrição contratado para fornecer a alimentação de todos os funcionários. Esse valor era descontado em folha de pagamento. No entanto, por orientação do Tribunal de Contas, o município não pode fornecer alimentação gratuita aos servidores.

A prefeitura explica ainda que no contrato com a Gerir, OS que administrou o PS até setembro, estava prevista a alimentação dos “funcionários cedidos (contratados), bem como de pacientes e acompanhantes, mas não dos funcionários concursados”. Mesmo assim, a Gerir cedeu alimentação a todos. Mas, com a saída da OS, a prefeitura está sendo cobrada pelo ressarcimento dessa alimentação. A dívida chega a quase a R$ 2 milhões.

Com o Instituto Diretrizes assumindo provisoriamente o PS, a questão foi novamente levantada pelos setores competentes e como o serviço não está previsto em contrato e não há como justificar esses gastos junto ao Tribunal de Contas, a alimentação foi cortada.

A prefeitura afirma que “não oferece alimentação gratuita a nenhum de seus funcionários (tanto concursados como comissionados), cada um se responsabiliza por sua alimentação, e não há como ser diferente com a Saúde”. A nota diz ainda que “o PS Central providenciou uma copa com micro-ondas e geladeira para dar suporte aos funcionários que trazem sua refeição de casa”.

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