Barueri lança campanha contra assédio nos ônibus

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Meta é inibir ação de aproveitadores e estimular denúncia. Transporte coletivo é lugar onde mais acontece assédio, diz pesquisa

A Secretaria da Mulher acaba de lançar a campanha “Barueri contra o assédio sexual nos transportes coletivos”. A intenção é inibir a prática e criar canais para que as mulheres possam denunciar. A partir de avaliações periódicas, a secretaria quer desenvolver estratégias para garantir o fim do assédio e coibir a violência contra as mulheres.

A ação tem a parceria da empresa Benfica. Motoristas e cobradores serão orientados sobre formas de inibir a ação de assediadores e receberão informações sobre leis que tratam do tema. Cartazes serão instalados nos vidros traseiros dos ônibus para chamar atenção sobre o assunto. “Uma das maiores queixas que recebemos é o assédio dentro do coletivo”, explica Marcos Paulo Freitas Carreira, consultor de marketing da Benfica.

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Em São Paulo, grupos de mulheres organizam ações e protestos contra o assédio nos ônibus e metrô/Foto: Catraca Livre

 

A secretaria também pretende que a campanha ajude a criar estatísticas sobre o assédio nos ônibus na cidade, hoje inexistentes. A iniciativa faz parte da Campanha Seja Humano, lançada pela Secretaria da Mulher em março.

Perigo no transporte coletivo

O Instituto Datafolha publicou em novembro uma pesquisa sobre assédio em São Paulo e o resultado surpreendeu. O transporte coletivo aparece como o local em que elas mais são abordadas, com 35%. Para se ter uma ideia, o número é maior até do que a rua, que foi citada por 33%.

Outro dado surpreendente é que a idade não interfere, pois os índices por faixa etária são semelhantes. Considerando as vítimas de assédio, 23% têm entre 16 a 24 anos, 27% entre 25 e 34 anos, 22% entre 35 e 44 anos e 22% entre 45 e 59 anos.

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Superlotação é facilitador para ação de assediadores

A superlotação é apontada pelas mulheres como um facilitador para a ação de aproveitadores, A legislação considera quatro formas de assédio. O assédio verbal, que consiste de ameaças ou cantadas sem consentimento. É uma contravenção penal e o autor pode ser multado. Já os outros três são considerados crime. O ato obsceno é uma ação de cunho sexual praticada em local público para constranger ou ameaçar alguém.

O assédio sexual é o constrangimento ou ameaça para obter favores sexuais feito por alguém de posição superior à vítima. E o mais grave é o estupro, caracterizado por obrigar alguém, perante violência ou ameaça, a ter relações sexuais ou a praticar outro ato libidinoso.

As mulheres que se sentirem vítimas da ação de assediadores devem fazer queixa formal à autoridade policial.

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